Reino Unido vai investir 300 milhões de libras no desporto para compensar ausência de adeptos

Desporto 02-03-2021 17:20

O ministro das finanças britânico, Rishi Sunak, planeia ainda estender o ‘Pacote de Sobrevivência do Desporto’ no Inverno, anunciado em novembro de 2020, até ao verão de 2021, para ajudar os clubes a recuperarem da ausência de adeptos, e a receita daí proveniente, durante a pandemia.

João Tereso Casimiro

O governo britânico vai investir 300 milhões de libras (347 milhões de euros) no âmbito de um pacote de subsídios ao desporto nacional. O financiamento será usado para compensar a redução na receita proveniente da bilheteira para os clubes, segundo o “The Guardian”.

Com a injeção de dinheiro, o governo de Boris Johnson pretende ajudar os clubes e desportos mais atingidos pelo confinamento geral, que implicou o encerramento de estádios e instalações desportivas ao público.

O ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, planeia ainda estender o ‘Pacote de Sobrevivência do Desporto’ no Inverno, anunciado em novembro de 2020, até ao verão de 2021, para ajudar os clubes a recuperarem da ausência de adeptos, e a receita daí proveniente, durante a pandemia.

Em novembro de 2020, o Reino Unido lançou um pacote de ajudas no valor de 300 milhões de libras (347 milhões de euros) destinado a ser distribuído por onze desportos, a maioria sob a forma de empréstimos, com o objetivo de os apoiar até ao regresso dos adeptos. A federação de rugby foi a principal beneficiária com 145 milhões de libras (168 milhões de euros), enquanto o futebol feminino e o futebol não profissional receberam 28 milhões de libras (32 milhões de euros).

No que diz respeito a segundo pacote de ajuda agora anunciado, espera-se que os desportos que tradicionalmente ocupam o centro das atenções no verão, em especial o críquete, o ténis, as corridas de cavalos e a liga de rugby, sejam os maiores beneficiários.

Por outro lado, o governo está sob forte pressão para oferecer mais apoio a centros de lazer, ginásios e piscinas. A situação é crítica, conforme reconhecido pela UK Active – uma associação sem fins lucrativos da indústria do desporto -, que revela que cerca de 400 instalações não conseguiram superar a crise provocada pela pandemia de Covid-19 e outras 2.400 estão em risco.

O governo britânico refere que os ginásios privados poderão optar pelo reinício da bolsa de 18 mil libras (21 mil euros) apresentada no passado fim-de-semana. No entanto, Rebecca Passmore, CEO da PureGym, que opera 275 ginásios e tem um milhão de assinantes no Reino Unido, diz que é insuficiente.

“A pandemia Covid-19 foi brutal para a indústria dos ginásios”, afirma a responsável. “Os ginásios no Reino Unido estiveram fechados por oito dos últimos doze meses e, ao contrário de outras indústrias, não há opções online”, detalha Passmore. “Quando encerramos, não temos receita e, apesar dos enormes esforços de gastos e algum apoio do governo, ainda perdemos 500 mil libras por dia (578 mil euros). Isso é claramente insustentável e representa uma grande ameaça existencial para a indústria”, acrescenta.

Adicionalmente, a presidente executiva do PureGym defende um “corte temporário do IVA de 12 meses para 5% para igualar o fornecido ao sector hoteleiro de forma a encorajar as pessoas a voltarem aos ginásios”.

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