Presidente dos Médicos de Futebol pede aos delegados de saúde para “não serem excessivamente rigorosos”

Desporto 14-09-2020 14:55

João Pedro Mendonça pediu aos delegados regionais de saúde para terem alguma flexibilidade nas regras, embora "sem colocarem em causa a saúde pública". "Têm de ter um comportamento adequado, de bom senso, de alguma também maleabilidade intelectual, que permita não serem excessivamente rigorosos", disse o representante dos médicos de futebol.

Inês Pinto Miguel

O presidente da Associação de Médicos de Futebol, João Pedro Mendonça, reconhece que o número de casos no futebol irá definir o futuro das competições, além de que considera o crescente número de casos nos plantéis das equipas profissionais de futebol “preocupante”, admitiu em entrevista à “Renascença”.

Ainda assim, João Pedro Mendonça pediu aos delegados regionais de saúde para terem alguma flexibilidade nas regras, embora “sem colocarem em causa a saúde pública”. “Têm de ter um comportamento adequado, de bom senso, de alguma também maleabilidade intelectual, que permita não serem excessivamente rigorosos”, disse o representante dos médicos de futebol à publicação.

O presidente da entidade dos médicos de futebol apontou que existe um documento que refere a existência de um número mínimo de jogadores que têm de estar presentes para o jogo, para que este se possa realizar, sendo que só em caso destas determinações não poderem ser cumpridas se deve suspender as partidas.

João Pedro Mendonça afirmou ainda que a situação com os jogadores que testaram positivo é preocupante, uma vez que estes são “super vigiados” por equipas de saúde por estarem sempre em contacto com terceiros. “Temos de fazer tudo para não sermos responsáveis por contrairmos a infeção. Agora, impedir que aconteça estamos a ver que está a ser difícil”, defendeu.

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