“For once, Don’t Do It”. Nike promove nova campanha anti-racista

Economia da Bola 01-06-2020 13:16

"Não se sente e fique em silêncio", lê-se na nova campanha da marca de desporto, que apela a todos que se pronunciem sobre a brutalidade policial contra os afro americanos e o racismo estrutural no sistema judicial do país.

Jéssica Sousa

Numa altura em que milhares de norte-americanos saem às ruas para denunciar a brutalidade policial contra os afro-americanos e o racismo estruturado no sistema judicial dos Estados Unidos, a Nike transformou o seu famoso slogan “Just Do It”, num apelo às massas.

“Não finja que não há um problema na América. Não volte as costas ao racismo. Não aceite vidas inocentes serem tiradas. Não dê mais desculpas. Não pense que isso não o afeta. Não se sente e fique em silêncio”, apela a nova campanha da Nike criada por Wieden + Kennedy Portland, de acordo com a “Forbes”.

Esta não é a primeira vez que a marca de desporto se pronuncia sobre as questões complexas de injustiça racial nos EUA. Em 2018, como parte do 30º aniversário do slogan “Just Do It“, a Nike divulgou um anuncio com o antigo jogador de NFL Colin Kaepernick que, em 2016, esteve envolvido em polémica por se ter ajoelhado durante o hino nacional em protesto contra a violência policial em relação aos afro-americanos.

Mas enquanto o anúncio de Kaepernick fazia parte de uma campanha cuidadosamente coreografada, lançada em conjunto com o início da temporada da NFL 2018-2019, o anúncio mais recente surge como uma resposta urgente à turbulência racial que voltou a ganhar forma após o assassinato de George Floyd pelas autoridades policiais de Minneapolis, a 25 de maio. No crime, estiveram envolvidos quatro polícias, sendo que Derek Chauvin, o policia que se ajoelhou no pescoço de Floyd, foi detido na passada sexta-feira e acusado de homicídio em terceiro grau e homicídio involuntário.

A nova campanha da Nike chega numa altura em que o pais não só atravessa uma onda de protestos violentos que assolam as ruas de várias cidades, mas também de uma pandemia global conduzida pelo novo coronavírus que já provocou mais de 100 mil mortes no país e perto de dois milhões de infetados.

 

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