Começou em janeiro: A BOLA revela todo o processo da contratação de Schmidt

Benfica 19-05-2022 08:46
Por Pedro Soares

Depois do princípio de acordo anunciado a 27 de abril, o Benfica, ao final da tarde de ontem, comunicou à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que «alcançou um acordo final para a contratação do treinador Roger Schmidt para as próximas duas épocas». Não está agendada, no entanto, a vinda de  Schmidt a Portugal com esse propósito e o alemão só deverá viajar para o nosso País pouco antes da apresentação do plantel ao trabalho, marcada para o próximo dia 24 de junho.


O anúncio da SAD surgiu depois do adeus de Nélson Veríssimo ao clube da Luz, que coincidiu com o adeus de Roger Schmidt ao PSV Eindhoven, este com direito a passagem de testemunho ao sucessor, Ruud van Nistelrooy, com o qual Schmidt foi fotografado a brindar com uma cerveja.


O anúncio ontem foi a parte final de muitos meses de trabalho e de negociações que durante bastante tempo decorreram sob o mais rigoroso sigilo. O nome de Roger Schmidt, sabe A BOLA, foi colocado em cima da mesa de Rui Costa ainda no ano passado, numa fase muito inicial da época, com Jorge Jesus no comando técnico e sem que o presidente do clube da Luz soubesse ainda qual seria o desfecho da mesma, que até poderia redundar na continuidade do técnico português por mais uma época, em caso de sucesso.    


Nessa altura, o luso-alemão Daniel Lorenz, 49 anos, que durante anos trabalhara no departamento jurídico do FC Porto antes de lançar-se no mundo da intermediação, apresentou a Rui Costa a possibilidade de contratar Roger Schmidt, a par de outros nomes, que, como o do alemão, ficaram então na gaveta.


Lorenz conhecera Schmidt na China, durante a passagem de três anos do alemão pelo Beijing Guoan.


O avançar da época e dos resultados da equipa logo fizeram ver a Rui Costa que Jesus não seria a solução para a época seguinte e os episódios de dezembro que culminaram na saída do técnico, então substituído por Nélson Veríssimo, fizeram Rui Costa ir à gaveta escolher o nome de Roger Schmidt, na que foi a primeira grande decisão de fundo tomada sobre o futuro da equipa principal após ter sido eleito.


Rui Costa, por essa altura, também já sabia do desejo de Schmidt de treinar em Portugal e já se tinha convertido num fã do trabalho do alemão, do futebol de ataque, pressão e alta intensidade que imprimiu às equipas por onde passou, características com as quais Rui Costa queria dotar a equipa principal das águias -  criticada por só saber jogar em transição rápida, por pressionar mal e por carecer de intensidade.


Chegados a janeiro, sempre em sigilo, Rui Costa deu luz verde para os primeiros contatos com Schmidt.

 

Leia na íntegra na edição impressa ou digital de A BOLA.

Ler Mais
Comentários (18)

Últimas Notícias