«Nunca critiquei um colega por vir com dez atrás da linha da bola». Provar o contrário vale um milhão de euros

FC Porto 04-12-2020 12:42
Por Redação

Sérgio Conceição fez esta sexta-feira a antevisão da partida de sábado frente ao Tondela, encontro da 9.ª jornada da Liga (20.30 no Dragão). Depois de garantido o apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões, houve polémica com o Manchester City.

 

O treinador foi confrontado com uma declaração do treinador do Tondela, Pako Ayesteran, que admitiu que poderá ter de «defender com todos». «Como vai contrariar isso, visto que tem um orçamento muito superior», foi a pergunta.

 

«Não sei, parece que parece que o passatempo que mais dá prazer às pessoas é interpretar mal o Sérgio Conceição. Quando falo aqui sobre se prefiro ganhar 4-3 ou 1-0, o que digo? Que prefiro ganhar 1-0. Prefiro sempre ganhar 1-0, boa organização defensiva é a base para ganhar jogos. Vou dar um exemplo, se é aí que querem chegar: o Manchester City tem uma média de 6 faltas por jogo na Premier League, contra nós fez 13 ou 14, mais do dobro. Eu já estive em equipas mais pequenas, defrontei outras com orçamentos 30 vezes maiores e fui um treinador que privilegiava a organização defensiva. Isso não quer dizer que provoque o tal antijogo, isso é diferente. Nunca critiquei um colega por vir jogar com dez jogadores atrás da linha da bola em cima da grande área. Se alguém arranjar alguma declaração minha, eu a criticar um treinador por isso... [vale] um milhão de euros [bate mão na mesa]. Podem procurar à vontade. Os comentadores e as pessoas que têm de falar sobre futebol, depois vêm com artigos que falam de orçamentos, de quando eu critiquei o Marítimo, o Belenenses, o Aves... nunca foi pela estratégia mais ou menos defensiva, vejam as minhas declarações, leiam, para depois não saírem barbaridades. Só falei daquela forma no final do jogo [com o City], porque falaram da minha estratégia», disse.

 

«Não vi ninguém realçar – e dou os parabéns às equipas que passaram na Liga Europa, nós também passámos na Liga dos Campeões, é bom sinal para Portugal. O que disse foi em resposta a alguém que criticou a estratégia. E eu nunca critiquei colega por jogar com cinco ou dez centrais, que fique bem claro».

 

Sérgio Conceição recusou também que esteja mais «brando»: «Eu digo o que é a minha opinião, falo, não estou nada Robocop. Querem que diga o que? Não fujo a nenhuma questão e não sou politicamente correto.»

 

 

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