«Benfica não aguenta mais quatro anos de Vieira» 

Benfica 28-10-2020 10:01
Por Paulo Alves

João Noronha Lopes, 54 anos, já sabe qual a primeira coisa que fará, amanhã, se hoje sair vencedor das eleições do Benfica. «Irei falar com as pessoas, conhecer os cantos à casa e tentar o mais rapidamente possível ter uma perceção daquilo que é o funcionamento do clube».

Em conversa com A BOLA na reta final da campanha, o gestor que quer suceder a Luís Filipe Vieira, apresenta «seis pilares fundamentais» como âncora para aquele que espera ser o seu mandato: «Desde logo com uma nova estrutura desportiva assente num diretor desportivo e que nos possa conduzir a resultados desportivos melhores do que aqueles que temos, nomeadamente em termos internacionais; reforçar o ecletismo; colocar os sócios no centro da vida do clube; criar meios  para dotar o clube de maior transparência elaborando, por exemplo,  um projeto de alteração dos estatutos que limite a presença do presidente a três mandatos consecutivos, um código de conduta que regule as relações entre os órgãos sociais, fornecedores, investidores; Por fim a internacionalização da marca e ao crescimento internacional, nomeadamente na área digital. Tudo isto ancora num ponto essencial que é o sucesso desportivo.»

Noronha Lopes prefere «não perder tempo» com aqueles que o acusaram de ter ficado com as ideias de outras listas - «isso não é verdade - sublinhando que o «adversário nestas eleições chama-se Luís Filipe Vieira». «Temos um conjunto de benfiquistas que estão preparados para pegar no clube no seguinte às eleições», garante.

Sem esconder que «Rui Costa é uma referência de todos os benfiquistas», ainda não sabe o papel que terá vencendo Noronha as eleições. «Gostava que ele tivesse um papel mais ativo», embora sublinhe que não deverá ser Rui Costa o futuro diretor desportivo. Garante que não abdica é de Jorge Jesus: «É o treinador do Benfica e será o meu treinador. Temos uma coisa em comum, queremos muito ganhar e queremos muito ganhar na Europa.»

Noronha Lopes pede aos sócios para se lembrarem que aquilo que «está em jogo nestas eleições não são 17 anos de Vieira, mas sim o último mandato». Depois, lembra que «estas não são umas eleições ‘quaisquer’», como disse Luís Filipe Vieira: «O Benfica não é uma monarquia, é uma democracia e são os sócios que têm de decidir isso. O Benfica não é uma monarquia absolutista, é respeitar os sócios, as suas decisões em assembleias gerais e não uma pessoa iluminada que pode decidir o futuro.»

Lembrando, por fim, que  tem «20 anos de experiência enquanto gestor» e que já lidou «com a UEFA e com a FIFA» garante que está «preparado para ser presidente do Benfica» a partir de amanhã. «É agora que temos de mudar. Se não estamos satisfeitos com esta gestão, é agora que temos de votar porque o Benfica não aguenta mais quatro anos de Vieira.»

Composição da Lista B:

DIREÇÃO
João Noronha Lopes    Presidente
Carlos Perdigão    Vice-presidente
António Borges de Assunção    Vice-presidente
Pedro Cardigos    Vice-presidente
Pedro Ribeiro    Vice-presidente
Pedro Adão e Silva    Vice-presidente
Jorge Fonseca Ferreira    Vice-presidente
Manuel Mota    Vice-presidente suplente
Stephan Morais    Vice-presidente suplente

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Francisco Benitez    Presidente
Luís Sousa Macedo    Vice-presidente
Cristina Santos Silva    1.º secretário
Diogo Leote Nobre    2.º secretário
José Braga da Cruz    Secretário suplente

CONSELHO FISCAL
José Theotónio    Presidente
Pedro Penalva    Vice-presidente
Martim Avillez Figueiredo    Vogal
Aulácio Costa Almeida    Vogal
Vicente Pedro Nunes    Vogal
Manuel Cary    Vogal suplente
 

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