Sá Pinto: do encanto do Rio de Janeiro até aos tiros junto ao local de treino

Brasil 22-11-2020 18:29
Por Redação

Um mês depois de ter assumido o comando do Vasco da Gama, Ricardo Sá Pinto concedeu longa entrevista ao programa Esporte Espetacular, da Globo, no qual falou sobre o encanto que tem sentido com esta experiência no Brasil.

«Sou um grande fã do Brasil, há cariocas na minha família, conheço quase todo o Brasil, daqueles sítios mais conhecidos, obviamente, turísticos. E gosto muito de vir cá. É a minha primeira experiência a viver aqui, sinto-me muito adaptado, mas não tenho tido tempo para conhecer a cidade. Não tenho casa ainda, não tenho carro, a única coisa que preciso ter, e não tive, é tempo. Ainda vivo num hotel. Mas estou completamente adaptado ao Brasileirão, ao que envolve o jogo, ao calendário, à exigência e ao dia a dia do que é viver aqui», referiu o treinador português, também a par dos perigos da cidade:

«Sei que tenho de ter alguns cuidados, não só em termos do Covid-19, mas também em termos de segurança. Estávamos a treinar há uns dias e houve à volta do Centro de Treinos alguns tiros e intervenções policiais. A certa altura pode haver balas perdidas e tivemos de ter algum cuidado. Tivemos de ir para outro lado por uma questão de segurança. Mas nunca nos sentimos inseguros porque a intervenção policial foi boa, não houve nada de especial. Entre nós, lá dentro, ficou tudo bem.»

«O Rio é uma cidade maravilhosa. Não me senti inseguro em nenhum momento, mas fico triste por isso, pois mancha o turismo. É mau para todos, principalmente com a economia como está», prosseguiu Sá Pinto, ainda assim vincando o desejo de levar em frente o seu trabalho:

«Claramente o interesse é continuar. Sinto.me muito bem no clube e nesta altura a minha preocupação não é o futuro, é o imediato. É querer ajudar o Vasco a sair de uma situação desconfortável, fazer um campeonato tranquilo, tentar ir o melhor possível no Brasileirão em termos de classificação e o mais longe possível na Sul-Americana. Claramente a maior preocupação é o Brasileirão pela competitividade que existe. Muitas boas equipas estão lá em baixo, como o Botafogo, que é forte. Vai ser uma luta muito dura.»

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