«O meu primeiro Benfica e este Flamengo foram as melhores equipas que treinei»

Flamengo 08-12-2019 10:02
Por Irene Palma, no Rio de Janeiro

Em entrevista a A BOLA e A BOLA TV, publicada este domingo, Jorge Jesus faz balanços. A época no Flamengo, de fantástico sucesso, foi tremenda, desgastante, exigente, mas igualmente rica, emocionante, surreal até, se pensarmos no que Jesus e sua equipa técnica conseguiram em poucos mais de cinco meses de trabalho.
 

Mas não foi apenas Jesus que teve impacto no Flamengo e no futebol brasileiro, foi também este Flamengo que teve enorme impacto em Jesus, e por isso o treinador volta a reafirmar o que dissera no final do encontro com o Palmeiras. Mais ou menos isto: «O meu primeiro Benfica e este Flamengo foram as melhores equipas que treinei!»
 

Jesus recorda e parece até que os seus olhos ganham um brilho especial: «No meu primeiro ano no Benfica, em 2009/2010, onde jogava precisamente este Ramires, agora jogador do Palmeiras, que acabámos de defrontar, tinha uma equipa muito parecida com esta do Flamengo, com jogadores com características muito parecidas às destes jogadores do Flamengo. Todos conhecem estes nomes… Naquele Benfica, o nosso Gabigol era o ponta de lança da seleção do Paraguai, o Oscar Cardozo, o nosso segundo avançado centro era o Saviola, o jogador que jogava pela esquerda era o Dí Maria, pela direita o Ramires, e tínhamos ainda um segundo volante chamado Pablo Aimar, que foi o melhor jogador que eu treinei até hoje… Aquele Benfica também era uma equipa fabulosa. Talvez as duas melhores equipas… talvez não!... tenho a certeza, foram as duas melhores equipas que treinei, esta equipa do Flamengo e a minha primeira equipa no Benfica, sendo que essa equipa do Benfica não ganhou tantos títulos como outras equipas que tive no Benfica.»

 

Lembra ainda Jesus, tal como contou aos jornalistas brasileiros no final desse último Palmeiras, 1-Flamengo, 3, de há uma semana, outras das experiências mais marcantes que viveu na Luz, enquanto treinador das águias, a propósito de o Palmeiras ter despedido o treinador Mano Meneses logo após a derrota com o Flamengo…

 

«No Benfica, não posso deixar de recordar ainda a época (2012/2013) em que estive próximo de ganhar todas as competições nacionais e acabei por perdê-las todas, uma a dez segundos do fim… Duas finais, a Liga Europa e a Taça de Portugal, e também o campeonato, na penúltima jornada, também a segundos do fim (2-1 no Estádio do Dragão)… E aquilo também foi tremendo, com os adeptos, uma pressão muito grande… Mas tinha um presidente que me disse, ‘não, tu não vais sair… tu vais ficar e vais assinar, se quiseres, por mais quatro anos...’ Eu não quis assinar por quatro, assinei por dois. E toda a gente sabe o que aconteceu nos dois anos seguintes... O Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar! Porquê? Porque o Benfica tinha uma estrutura que sabia que, mesmo tendo perdido, estávamos mais próximos de vencer, sabia que tínhamos perdido mas perdido em cima da meta, e só perde em cima da meta quem está lá, quem chega lá. Claro que pode haver momentos em que os clubes precisam de mudar, mas (a respeito do despedimento de Mano Meneses), na minha opinião, não é a mudar de treinador a três jornadas do fim de um campeonato que um clube pode esperar ganhar alguma vantagem. É a minha opinião», termina Jorge Jesus.

 

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