30 Setembro


«Presidente da MAG não marca a agenda dos desejos dos sócios» - Ricardo Oliveira

Sporting - 22-10-2021 20:31
Por Redação

Ricardo da Silva Oliveira, gestor de 50 anos, reagiu esta sexta-feira, a A BOLA, à intervenção de Rogério Alves, feita na véspera, no canal de televisão do clube, sobre a Assembleia Geral deste sábado, no Pavilhão João Rocha onde, recorde-se, Ricardo da Silva Oliveira havia requerido, desde 10 de dezembro de 2020, a votação de uma alteração estatutária para incluir uma possível segunda volta nos atos eleitorais do Sporting. Algo que, na sua intervenção, Rogério Alves acabou por deixar em aberto num futuro próximo.

«Numa agremiação desportiva, de utilidade pública, ainda para mais com a grandeza do Sporting Clube de Portugal, a participação ativa dos seus associados deve ser aplaudida.  Com esta proposta, que emana da base que faz do Sporting uma das maiores instituições portuguesas, que são os seus associados, não se pode nem deve levar a mal que se façam propostas no sentido de melhorar a carta magna do clube, que são os seus estatutos. Mas porque levam a mal que haja associados que utilizem os seus direitos no sentido de apresentar propostas que no seu entender melhoram o clube? Só porque fazemos um associativismo ativo, honesto e leal aos princípios e valores, somos considerados oposição?  Ou o que pretendem é que digamos sim a tudo o que nos propõem? O Presidente da MAG, que é um ilustre advogado da nossa praça e que até já foi Bastonário da Ordem dos Advogados, e atualmente é comentador televisivo, não pode levar a mal que se lhe apresentem propostas com base sólida e cumprindo as exigências estatutárias, para sejam submetidas à votação dos associados em sede de AG», afirmou Ricardo da Silva Oliveira, desmentindo que tenha entrado nesta discussão estatutária como oposição à Mesa da Assembleia Geral ou, em última análise, ao próprio Conselho Diretivo, liderado por Frederico Varandas.

«Não se trata de oposição. Trata-se de colaboração com vista a apresentar propostas e soluções que visam melhorar os estatutos. Não se está a criticar gratuitamente o Conselho Diretivo com esta proposta. Não se está a fazer análises desportivas, económicas, financeiras ou estratégicas. Trata-se apenas de uma proposta que visa alterar uma alínea dos estatutos. Será que virá algum mal ao mundo por isso? Não diziam que queriam unir os sportinguistas e que todos participassem na vida do Clube? Trata-se exatamente disso. Sempre de forma construtiva, clara e honesta, tendo presente os princípios e valores que nos regem desde a fundação, mas determinados em defender aquilo que acreditamos ser o melhor para o Grande Sporting Clube de Portugal», diz o gestor.

Perante a abertura de Rogério Alves em poder vir a apreciar o requerimento da revisão estatutária numa Assembleia Geral num futuro próximo, Ricardo da Silva Oliveira mantém as desconfianças e críticas iniciais.

«Ouvi as declarações do Presidente da MAG com atenção e se por um lado fico algo satisfeito, por outro mantenho as minhas reservas. Satisfeito porque fica no ar a promessa que se irá eventualmente dar voz aos sócios em matérias de extrema importância para a estabilidade do clube, e que as mesmas poderão ser votadas de forma a produzir efeitos antes das próximas eleições. É bom ver sinais democráticos do Presidente da MAG. Mas continuo a não estar de acordo que a proposta de que sou um dos signatários não tenha sido levada a votação, dadas as oportunidades que, entretanto, não foram aproveitadas e que poderiam ter reduzido custos ao Sporting. Continua a não me agradar que o Presidente da MAG entenda que ele é que marca a agenda dos desejos dos sócios. Se olharmos para a Assembleia da República, e estabelecendo um paralelismo, seria como o Presidente da Assembleia da República decidir marcar todas as propostas do atual governo quando estas são interpostas, e decidir por ele juntar aquelas que são as dos restantes partidos quando assim o entender. Ora como todos sabemos, não é assim que a democracia funciona, e o Sporting não pode fugir aos mais elementares direitos democráticos. Além de que esta proposta é para alterar somente uma linha de um artigo e foi peticionada desta forma exatamente para que pudesse ser consensual e facilmente votada, e não fosse misturada com outras muito mais polémicas e que não subscrevemos. Vamos ficar à espera para que esta proposta seja um dos pontos autónomos colocados a votação, pois estes signatários só assinaram esta alteração e não outras», reitera o gestor.

As críticas de Ricardo da Silva Oliveira, porém, não se ficam por Rogério Alves e alargam-se, também, a Frederico Varandas e ao comunicado da Direção do Sporting, publicado também na quinta-feira, através do site oficial do clube. «Custa-me e muito assistir aos jogos de bastidores das últimas duas semanas. Nunca tinha recebido mensagens de sms provenientes do clube para não nos esquecermos de participar na AG. Não sei que custos isso terá para o clube. Depois as mensagens privadas a pedir aos sportinguistas que venham votar, e por fim o apelo a que venham ao jogo noutra mensagem. A mim nunca me tinha acontecido. Acho positivo que se fomente a ida aos jogos e a participação nas AG, pois é bom para o Sporting que os sportinguistas venham ao estádio e é bom que participem nos processos democráticos do clube. Fico algo triste, no entanto, com a leitura que uns e outros farão de um ou outro resultado desta votação, depois deste arregimentamento de tropas, que já se sente, e que acaba por fomentar a divisão entre Sportinguistas. Para quem usou o lema Unir o Sporting, estamos longe de ver a missão cumprida. Os sócios já deram sinais por duas vezes e esta coisa de convocar AG até se conseguir anunciar a legitimidade da decisão, parece-me que fere o processo democrático», afirma Ricardo da Silva Oliveira.

As contas do clube, já chumbadas no passado dia 30 de setembro, merecem igualmente cartão vermelho por parte do gestor.

«O aprovar ou não nesta AG não muda absolutamente nada do que se passa no Sporting. As contas são más. Na minha perspetiva, muito más. E não sou só eu que digo – basta lerem o relatório do ROC às contas da SAD. E muito mais preocupante que isso é algo que tomei conhecimento recentemente e que não augura uma melhoria tão cedo», afirma Ricardo da Silva Oliveira, dando então um exemplo em concreto: «O contrato de que se falou recentemente, dos lugares de estacionamento do estádio. Se for verdade o que li é mais um negócio desastroso desta direção, talvez o mais desastroso da história do Sporting. Ora se for verdade que o Sporting cedeu 1370 Lugares de estacionamento durante 35 anos, por 6,65milhões de Euros (valor total), e repito, se for verdade, pois não posso acreditar que alguém fizesse semelhante coisa, isso significa que o Sporting vai receber uma média de 38 cêntimos por dia por cada lugar de estacionamento, ou 11,4 euros por mês. Sabendo que a hora média é de 1,40 euros por dia, para quem paga, este contrato significa que o Sporting recebe por dia quatro vezes menos do que uma pessoa paga por hora… Incrível… e por agora prefiro não dizer mais nada até apurar se isto é realmente verdade. E se for, isto é dar, por 6,65 milhões, algo que sem descontos no tempo, representa que o contrato, se o Sporting alugasse cada lugar 2 horas por dia, valeria 49 milhões de Euros, e se fossem 4 horas de média por dia, seriam perto de 100 milhões. Façam as contas os sportinguistas e digam-me: quem em consciência vai aprovar estas contas no futuro?»

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