Portugal e União Europeia vão apoiar Moçambique no combate ao terrorismo

Moçambique 20-09-2021 16:15
Por António Mavila

Portugal e União Europeia (UE) afirmam estarem bem informados de tudo que esta acontecer em Cabo Delgado relativamente a situa do terrorismo e ajudar a preparar as forças moçambicanas da melhor maneira para lidarem com essa ameaça.

 

«Estamos muito atentos àquilo que se passa lá e ajudaremos a preparar as forças da melhor maneira possível para lidarem com essa ameaça, estamos bastante bem informados sobre aquilo que se passa em Cabo Delgado», disse o chefe da missão militar europeia em Moçambique.

 

Nuno Lemos Pires, brigadeiro-general português que chefia a missão de treino militar da União Europeia escusou-se a entrar em grandes detalhes, mas descreveu o inimigo como típico dos conflitos de insurgência radical, animados por este tipo de jihadismo, que infelizmente se expande por várias zonas do continente.

«Obviamente que não há só uma cara, o que se passa em Cabo Delgado traduz o que se passa numa região alargada, que tem muitas metástases, muitas infiltrações provenientes de várias zonas de África», descreve o brigadeiro-general do Exército, ex-subdiretor-geral de Política de Defesa Nacional no Ministério da Defesa Nacional e professor da Academia Militar.

 

A missão militar da UE, não é, porém, uma missão efetiva, faz questão de sublinhar Lemos Pires: «Esta é uma missão não executiva, de reforço de treino, de apoio, de aconselhamento às Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, para que elas possam, com mais propriedade, com mais treino, ser elas a responder aos desafios levantados, nomeadamente em Cabo Delgado.»

 

Também por isto, deixa claro o general português, a missão da UE não chega tarde a Moçambique, quando as forças moçambicanas ao lado das forças ruandesas e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) já retomaram as posições até agora sob o controlo dos insurgentes radicais islâmicos.

«São coisas diferentes. A missão da União Europeia chega a tempo daquilo que foi permitido e Portugal começou por fazer exatamente esse primeiro passo da capacitação [das forças moçambicanas]. São objetivos diferentes. A missão da UE é não executiva, as missões do Ruanda e da SADC são executivas» e, enquanto tal, vão para o teatro de guerra.
 

Outra perceção que tem passado é a da associação das várias forças e missões militares presentes em Moçambique à defesa dos interesses das grandes companhias internacionais no gás natural liquefeito moçambicano, cujas jazidas offshore ao largo de Cabo Delgado têm o potencial para transformar o país no sétimo maior produtor mundial desta energia.




 

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