Total retira funcionários de Cabo Delgado

Moçambique 03-01-2021 11:50
Por António Mavila, Beira

A empresa de combustíveis Total pediu a alguns funcionários que desocupassem o acampamento do projeto de gás natural liquefeito em Afungi, em Cabo Delgado, em consequência de ataques terroristas próximo da aldeia onde o reassentamento se encontra, a cinco quilómetros da área da concessão.

 

Recentemente houve dois ataques, um na aldeia de reassentamento e outro nas proximidades da área de concessão do projeto de gás natural liquefeito em Afungi, o que levou a multinacional francesa Total a evacuar do seu acampamento parte dos cerca de três mil trabalhadores, segundo a Bloomberg.

 

Os trabalhadores afetos ao projeto foram obrigados a regressar para as zonas de origem por conta dos ataques ocorridos a menos de cinco quilómetros do campo de construção do maior investimento privado de petróleo e gás em África. A situação pode impatar no plano já traçado para o início da exportação de gás natural liquefeito, confirmou uma das fontes da Bloomberg à televisão privada STV.

 

Pese embora o local, fortemente vigiado, ainda não tenha sido atacado, terroristas fizeram ameaças, mas a situação está a ser revista continuamente.

 

Com os ataques nas proximidades da área da Total, a empresa efectuou a sua segunda maior evacuação no acampamento, sendo que a primeira ocorreu em Abril passado quando alguns funcionários testaram positivo para o novo coronavírus, facto que obrigou a suspensão das obras até junho.

 

Prevê-se que projectos de gás natural liquefeito como o da Total transformem Moçambique num dos grandes exportadores mundiais de combustível.

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