Ananias Couana reeleito presidente da Liga de Futebol

Moçambique 03-12-2019 15:40
Por Alexandre Zandamela, Maputo

Praticamente sem oposição, Ananias Couana foi reeleito presidente da Liga Moçambicana de Futebol para o quadriénio 2020-2023, no decorrer do escrutínio que teve lugar na tarde desta terça-feira, em Maputo.

 

De um universo de 16 clubes que tomaram parte neste sufrágio directo e universal, Ananias Couana foi reconduzido ao cadeirão da entidade gestora do Moçambola com um total de 14 votos, contra dois do pretendente Tony Gravata, um jovem ex-futebolista que dirige o Sindicato de Jogadores.

 

A reeleição de Couana aconteceu sem surpresas, pois mesmo antes do acto eleitoral já tinha o voto de confiança da maioria dos clubes participantes no Campeonato Moçambicano de Futebol da 1ª Divisão, que entenderam por bem dar-lhe mais uma oportunidade de quatro anos para prosseguir com o seu projecto de reestruturação do Moçambola, com vista a dar-lhe sustentabilidade e credibilidade.

 

Aliás, ao aceitar o repto que lhe foi lançado pelos clubes filiados na Liga Moçambicana de Futebol, mercê da sua experiência desportiva e de gestão financeira, o reconduzido presidente prometeu trabalhar mais e em conjunto com os clubes na busca de meios para a viabilização de um campeonato que corresponda aos desígnios dos moçambicanos, isto é, uma prova com 16 clubes e com projecção para o seu alargamento, assim que a economia do país estabilize.

 

Um dos maiores ganhos que o Moçambola teve, nos últimos anos, é a sua popularização e penetração em distritos, cidades e vilas, quebrando a tradição de Maputo-Beira-Nampula.

 

Vila como Songo, que pertence ao distrito de Cahora Bassa, em Tete, é disso exemplo paradigmático, através da União Desportiva do Songo, que já levou o título nacional para aquelas bandas em duas ocasiões.

 

Outros exemplos relacionam-se com a próspera cidade de Nacala, a capital económica de Nampula, onde estão Desportivo e Ferroviário; Chibuto, na província de Gaza; Xinavane, do Incomáti, na província de Maputo; e Vilankulo, capital turística de Inhambane, representado pela ENH, depois dos anos dourados do FC Vilankulo, de Yassine Amugi.

 

Entre equipas que desceram e as que ascendem no próximo ano, a lista contempla o recôndito Posto Administrativo de Macuácua, no distrito de Manjacaze, em Gaza, onde reside a Associação Desportiva; bem como a Vila de Mocuba, na Zambézia, que em 2020 terá a formação militar do Matchedje, campeã da Zona Centro.

 

Ora, esta expansão do Moçambola para locais não tradicionalmente do Campeonato da 1ª Divisão terá também pesado para a simpatia em relação ao projecto de Ananias Couana, que pugna pela verdade desportiva.

 

Ao jovem Tony Gravata, que saiu do escrutínio com dois votos, terá ficado a ousadia e a brilhante manifestação de pretender dirigir a Liga Moçambicana de Futebol. Aliás, para muitos adeptos que reconhecem nele um grande potencial, auguram-lhe excelentes perspectivas nas próximas eleições, em 2023.

Ler Mais

Últimas Notícias