Olimpismo: O Novo Ópio dos Políticos (artigo de Gustavo Pires, 91)

Espaço Universidade 09-07-2018 19:13
Por Gustavo Pires

O filósofo francês Raymond Aron publicou em 1955 o livro “O Ópio dos Intelectuais” onde critica o conformismo da esquerda política relativamente ao totalitarismo que, então, se vivia nos regimes marxistas. E ao afirmar que o marxismo era o ópio dos intelectuais pretendeu, por analogia, parafrasear a célebre metáfora de Karl Marx que proclama a religião como sendo “o ópio do povo”.

 

Passado o tempo das grandes narrativas, os dirigentes políticos por esse mundo fora, órfãos de ideologias que lhes sustentem o discurso perante massas de eleitores ávidos de espetáculo político, seja ele qual for, estão a virar-se para o desporto em geral e o futebol em particular pelo que, agora, passaram a vibrar com os grandes espetáculos desportivos e a, religiosamente, rejubilar perante os resultados que lhes podem valorizar a imagem, facilitar-lhes as eleições e a proporcionar-lhes o poder tão desejado.

 

O que está a acontecer é que, enquanto droga psicotrópica de caráter religioso, o marxismo alienava os intelectuais da realidade terrena ao ponto de lhes entorpecer os critérios de valor relativos aos direitos humanos, agora, o espetáculo desportivo, ao instituir o culto pagão do endeusamento dos atletas, da idolatria clubista ou, ainda pior, da veneração chauvinista da bandeira nacional, entorpeça a visão da realidade social aos dirigentes políticos e desportivos que passam a viver na ilusão de omnipotência sustentada numa “moral de rebanho” que está a destruir a democracia nos mais diversos países. Neste sentido, num atentado tanto à inteligência quanto à memória histórica e na mais profunda ignorância, há dirigentes políticos e desportivos que procuram elevar o desporto à categoria de “desígnio nacional” sem perceberem, minimamente, o sentido protofascista do alcance dos seus desejos!

 

Perante o que se está a passar à escala planetária, seria de todo o interesse que o desporto nacional fosse submetido a uma avaliação séria e competente acerca do que em matéria de educação, cultura e desenvolvimento deve ser precavido. Porque, não é possível que se continue, impunemente, a “despejar” somas consideráveis de dinheiro em várias organizações desportivas sem que os efeitos dessa aplicação sejam devidamente considerados no quadro de uma visão estratégica para o desporto nacional e, ainda menos, sem que a utilização dessas verbas seja, devidamente controlada e avaliada na sua relação custo / benefício. Por exemplo, não se percebe como é possível que, por um lado, as verbas destinadas ao Desporto Escolar, uma estrutura pública a funcionar abaixo da linha de água, não estejam atempadamente garantidas ao ponto de ter havido crianças e jovens que acabaram por não participar nos últimos Campeonatos Escolares (Record, 2018-06-27) e, por outro lado, o mesmo Ministério possa financiar uma entidade privada com uma verba de 600 mil euros a fim de 233 atletas participarem nos Jogos do Mediterrâneo que decorreram de 22 de Junho a 1 de Julho de 2018 em Tarragona sem que os objetivos da Missão estivessem perfeitamente esclarecidos relativamente à sua integração no quadro do processo de desenvolvimento do desporto nacional.

 

Para além de um certo desejo turístico-emocional de carácter desportivo de alguns dirigentes, não se conhece qualquer análise que sustente a necessidade do desporto nacional participar nos Jogos do Mediterrâneo. Apesar disso, o Ministro da Educação e o Secretário de Estado da Juventude e Desporto não deixaram de estar presentes. Contudo, segundo o Observador.pt (2018-07-01) o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) não ficou satisfeito com a presença de só dois membros do Governo. Ele queria mais. E, do alto do seu pedestal, manifestou um olímpico “desconforto” pela “completa marginalização” dada aos atletas presentes em Tarragona, por parte de “membros da hierarquia do Estado”. Quer dizer que, sua excelência o presidente do COP, pelos vistos, não se sentiu confortado só com a presença de dois membros do Governo, uma vez que, certamente, esperava que se tivessem deslocado a Tarragona o Primeiro-ministro, o Presidente da Assembleia da República e, possivelmente, até o próprio Presidente da República!

 

Entretanto, independentemente do deslumbramento do presidente do COP relativamente ao lugar que ocupa, é bom que se diga que, embora a Missão portuguesa tenha ganho nos Jogos do Mediterrâneo 24 medalhas, o que é facto é que, se tratou de uma prova de segunda ou terceira categoria onde, apesar das parangonas relativas ao sucesso desportivo anunciadas acriticamente pela comunicação social, a referida Missão acabou por ficar classificada em 13º lugar que significa o primeiro lugar do grupo dos últimos, num total de 26 países.

 

Sem qualquer desmerecimento para com os atletas na medida em que todos eles foram selecionados por mérito próprio e por quem de direito e, como o presidente do COP garantiu, aqueles que faltaram à chamada justificaram com “razões de natureza clínica”, a análise que fazemos da Missão portuguesa aos Jogos do Mediterrâneo não tem nada a ver com os atletas de per si, tem, tão só, a ver com a racionalidade das escolhas que, em matéria de políticas públicas no quadro global do processo de desenvolvimento do desporto nacional, foram realizadas.

 

Nesta perspetiva, a participação portuguesa que conquistou 24 lugares de pódio esteve longe de corresponder ao êxito proclamado pelo presidente do COP na medida em que, na classificação por países, Portugal ficou atrás de países como a Eslovénia, Chipre, Tunísia, Croácia, Marrocos, Sérvia e, até, da Turquia e da Grécia. Itália, que ficou em primeiro lugar, conquistou 156 medalhas; Espanha ficou em 2º lugar com 122 medalha; a Turquia em 3º lugar com 95 medalhas. A Grécia ficou em sexto lugar com 47 medalhas, quer dizer, praticamente, o dobro das medalhas portuguesas. A triste realidade da participação da Missão Olímpica portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo (2018) é que, infelizmente, se bem repararmos no quadro das medalhas, os países que ficaram atrás de Portugal foram, por exemplo, a Albânia, San Marino, o Líbano ou o Montenegro que, mesmo assim, também conquistaram lugares de pódio. Daqui se pode aferir a reduzida importância dos Jogos do Mediterrâneo.

 

Para uma efetiva avaliação da Missão portuguesa acresce considerar que, segundo o presidente do COP, os Jogos do Mediterrâneo foram considerados “como uma espécie de ‘berço’ para atletas, modalidades, treinadores e mesmo para o desporto nacional” (Record, 2018-07-01). Assim sendo, salvo alguns resultados de mérito obtido por atletas jovens perfeitamente identificáveis, deve ser levado em conta que, pelo menos, 10 dos 24 pódios conseguidos foram-no através de atletas olímpicos ou por atletas consagrados como os da equipa equestre, do atletismo (Estafeta 4x100m masculina) e da seleção masculina de Ténis de Mesa. Ora, esta situação nada tem a ver com o berçário do presidente do COP.

Perante esta triste realidade e tendo em atenção que o Olimpismo, à escala mundial, está a ser transformado no novo ópio dos políticos só nos podemos regozijar pelo facto das mais altas figuras do Estado não se terem deslocado a Tarragona na medida em que não iam fazer grande figura. Mas, também não se compreende a presença em Tarragona tanto do Secretário de Estado do Desporto como do Ministro da Educação. O que é que lá foram fazer? De amas-secas já que se tratava de uma espécie de “berço competitivo”? A presença do presidente do Instituto do Desporto e Juventude com um ou dois técnicos a fim de avaliarem a maneira como os recursos públicos estavam a ser despendidos tinha sido mais do que suficiente e poupado o erário público.

 

Por isso, as palavras do presidente do COP quando “manifestou ‘desconforto’ pela ‘completa marginalização’ dada aos atletas que participaram nos Jogos do Mediterrâneo, em Tarragona, Espanha, por parte de ‘membros da hierarquia do Estado’” só podem ser entendidas no quadro de excesso de vaidade institucional e no quadro da confrangedora falta de cultura olímpica que está a tomar conta do desporto. Quanto à vanidade, “presunção e água benta cada qual toma a que quer” todavia, mesmo admitindo que estamos numa lógica em que “o olimpismo é o novo ópio dos políticos” trata-se de um ridículo paroquialismo institucional lamentar a ausência de altas figuras do Estado num evento desportivo de segunda ou terceira categoria onde a missão portuguesa ficou no grupo dos últimos, embora em primeiro lugar. Relativamente ao espírito olímpico recordamos o pensamento sempre atual de Pierre de Coubertin quando afirmava que se opunha a que os atletas que ganhassem notoriedade fossem colocados ao serviço de quaisquer ideologias, castas ou oligarquias. Em conformidade, cunhou a seguinte máxima: “Athletae proprium est se ipsum noscere, ducere et vincre”. Quer dizer, “é dever e essência do atleta conhecer-se, conduzir-se e superar-se”. Porque, o aprender a conhecer-se, o ser capaz de se conduzir e o pretender superar-se, liberta o atleta da exclusiva dimensão biológica e experimentalista do desporto e abre-o à busca da superação e transcendência nas quais a vaidade terrena pela eventual presença de dignitários políticos se desvanece perante os desígnios morais que se encontram no extraordinário campo de afirmação pessoal proporcionado pelo rendimento desportivo. Quer dizer, num sadio Espírito Olímpico, os atletas estavam em Tarragona por eles próprios e não em nome de qualquer individualidade ou estrutura burocrática ou, sequer, em representação dos altos dignitários da nação. É esta a independência que o Movimento Olímpico deve preservar. Porque, qualquer CON só cumpre a sua verdadeira missão quando, através do desporto, forma cidadãos conscientes das verdadeiras virtualidades pessoais e sociais da prática desportiva e não pequenos ídolos com pés de barro que, infelizmente, às vezes, vemos desmoronarem-se no mundo do desporto a partir do momento em que deixam de usufruir dos favores dos momentos de glória pelos quais passaram. Neste sentido, tenho para mim que a dignificação social do desporto não passa, certamente, por transformar os atletas numa espécie de saltimbancos de feiras, os treinadores em lanistas de circo e os Comités Olímpicos Nacionais em órgãos de logística dos eventos desportivos ao serviço de políticos ou de empresas em busca de visibilidade. A presença de figuras de Estado em Tarragona se pecou foi por excesso e não por defeito. Por isso, ao contrário do presidente do COP, não lamento a ausência das mais altas figuras de Estado em Tarragona, antes pelo contrário, considero que a sua ausência foi uma atitude bem sadia que nos evitou ter de ver uma triste repetição daquilo que se passou no Campeonato do Mundo de Futebol (2018).

 

Em Tarragona, a ausência que verdadeiramente se fez notar e ficou por explicar foi a de Rosa Mota. Porque, sendo ela, vice presidente do COP e a atleta olímpica de maior notoriedade nacional estranha-se que, numa lógica de Efeito de Ídolo, não tenha estado presente nos Jogos do Mediterrâneo. Mas estranha-se ainda mais que, desde há cerca de um ano a esta parte, Rosa Mota tenha deixado de ser uma presença constante tanto nos eventos do COP bem como nas imagens do portal da instituição. Ora bem, em Tarragona, Rosa Mota só podia acrescentar inteligência competitiva à Missão tanto mais que o evento se tratava de uma espécie de “berço da competição desportiva”. Por isso, sobre a estranha ausência de Rosa Mota o País fica à espera de uma explicação por parte do presidente do COP.

 

Infelizmente, à falha das grandes narrativas que já não conseguem mobilizar as massas, hoje, vemos muitos políticos, numa despudorada conquista de popularidade, a agarrarem-se ao fenómeno desportivo de onde resulta o Olimpismo como o último reduto da sua salvação. Lamento dizê-lo mas, com a conivência de muitos dirigentes desportivos, o Olimpismo, à semelhança daquilo que se passava nos jogos de circo da Roma antiga, está, à escala mundial, a ser transformado no novo ópio dos políticos.

 

Gustavo Pires é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana

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