Vítor Murta reeleito e a pensar num pavilhão

Boavista 14-01-2022 20:19
Por Paulo Montes

Vítor Murta, 46 anos, está a partir de hoje legitimado pelos sócios do Boavista para mais um mandato de três anos, findo o ato eleitoral que decorreu no Bessa durante esta sexta-feira e no qual foi reeleito com 73 por cento dos votos (185 num universo de 253).


O presidente reconduzido justifica a sua candidatura com a necessidade de levar por diante o projeto inicial. «O meu trabalho não está terminado. Começámos um projeto há três anos, com um trajeto delineado, que, por várias razões, não está cumprido, sobretudo devido ao Covid-19, que ao futebol veio trazer um enorme prejuízo. Além disso, neste momento em que o Boavista vendeu as suas participações sociais na SAD ao Gerard López, também me parece que o presidente do Boavista deva igualmente ser o presidente da SAD», afirmou aos jornalistas.


Vítor Murta mantém a ideia de fazer mais obra. «Não há nenhum presidente de um clube como o Boavista que não sonhe ter um dia um pavilhão, como já o tivemos. Gostava de terminar este meu ciclo no Boavista com a primeira pedra lançada», confessa.


Mas, é claro, há também as dificuldades financeiras. «Neste momento, se não tivéssemos o Gerard López como investidor da SAD, seria muito difícil manter a porta aberta. Porque não tínhamos receitas para sermos autosustentáveis. Há uma quantidade de dívidas anteriores que continuam a ser muito difíceis de pagar», admite. «Quando aqui cheguei tínhamos uma dívida à Somague de 55 milhões de euros e um pedido de insolvência. Negociámos e devemos agora 19 milhões e já liquidámos um milhão», junta, a propósito da situação que o clube atravessa.


Da continuidade e da preferência dos sócios, Murta agradece e insiste no alerta: «Se não apareceram outros candidatos é porque muitos consideram que o clube está bem entregue. É fácil criticar porque não se contratou este ou aquele jogador mas é preciso pagar 14 mil euros por mês de conta de água e há que fazer opções. Creio que os sócios depositam alguma confiança nesta direção e por isso entenderam não promover outras candidaturas», assim justifica a ausência de concorrentes ao cargo para o qual foi reeleito.

 

 

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