«Saída do Sporting foi necessária, já não estava feliz» 

Estoril 18-09-2021 09:21
Por Miguel Mendes

Aos 26 anos Francisco Geraldes diz-se mais motivado que nunca para esta nova etapa no Estoril. Uma curta viagem ao passado recente do médio que amanhã vai reencontrar os leões. Não guarda rancores nem olha para o que podia ter feito pois, confessa, não encontrou o «contexto ideal» para vingar. Na conversa com A BOLA aborda o presente na Amoreira e perspetiva um futuro que, garante, já conhece.

Vamos começar pelo presente: a nova etapa na carreira. Estas primeiras semanas no Estoril estão a corresponder às suas expectativas?
Têm sido surpreendentes. Pela positiva. Não esperava encontrar um clube tão bem organizado, estruturado, com bons recursos humanos, pessoas competentes. E não esperava encontrar um balneário tão unido, com pessoas, humildes, trabalhadoras e acolhedoras. É um balneário realmente muito especial. Dificilmente se encontra parecido por aí…

Melhor seria difícil. Um segundo lugar, boas exibições... Já se sente pressão no balneário?
É um erro querer controlar resultados. Devemos, sim, tentar controlar as probabilidades de sucesso. As condições para um bom trabalho existem, as ideias estão cá, o grupo tem valências individuais fortes e claro que o objetivo é mantermo-nos o mais alto possível embora isto seja abstrato...

Para confirmar esse bom momento... o Sporting. É um jogo especial para si?
Já passou algum tempo desde a saída. Estive lá 17 ou 18 anos, claro, é muito bom defrontar colegas que são meus amigos, pessoas com quem cresci. Mas jogar contra o símbolo Sporting não me diz grande coisa. Estou mais preocupado é com a minha exibição e a da equipa do que propriamente com quem está do outro lado.

Esta pergunta é já um cliché, mas se marcar festejará?
Não sei… Obviamente, é uma questão muito ambígua, porque Sporting foi a minha casa durante muitos anos. Mas não posso esconder também a felicidade que é para mim festejar um golo, com a minha equipa. O momento o dirá. Não creio que seja assim uma ofensa grande para o clube a quem se marca.

O que responde quando lhe dizem que poderia e deveria ter dado mais no Sporting?
Nada preocupado com o que as pessoas dizem, pensam ou falam. Ninguém sabe o que se passa dentro de portas. Acho que o contexto fala por si, passei por uma fase atribulada no clube, sei que teria, em condições normais, se a aposta fosse regular, pensada e estruturada, todas as condições para ter sido diferente. Mas não há rancor, as coisas são o que são. De resto, não penso no que poderia ter sido, no que foi ou deixou de ser. Não me tira o sono.

Faltou uma maior aposta?
Não quero entrar por esse caminho, porque depois já sei que o título desta entrevista vai condicionar aquilo que é a perceção do tema. Dado o contexto, as coisas não surgiram como esperava e como sei que teria capacidade. Felizmente, aqui, no Estoril, tenho a oportunidade para mostrar a qualidade que sei que tenho.

Houve mágoa na saída?
Não, nada! Penso que a saída do Sporting foi necessária, já não estava contente, feliz…

Falou com Rúben Amorim?
Não, nem por isso. As coisas aconteceram naturalmente. Foi uma pessoa que me ajudou, por quem tenho estima, pelo que nem foi necessária essa conversa.

Leia a entrevista completa na edição impressa ou digital de A BOLA 

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