Águias colocam travão a transferências milionárias

Benfica 31-03-2020 10:26
Por Redação

Depois de Pedrinho, o reforço milionário vai chamar-se... contenção. O atacante brasileiro contratado ao Corinthians por 20 milhões de euros será, muito provavelmente, e a curto/médio prazo, o último negócio galático do Benfica, face aos efeitos que a pandemia está a causar à economia global.

 

Por todo o mundo ecoam reflexos negativos do Covid-19 nos vários quadrantes da sociedade e o desporto também paga uma fatura elevada. Em apenas uma palavra, prejuízo. E o Benfica, do ponto de vista económico, apesar de se encontrar em posição ímpar em Portugal, face aos resultados no verde dos últimos anos, que até permitiram neutralizar quase na totalidade a dívida bancária, prepara já mudança de estratégia.


Os jogadores com rótulo de €20 milhões vão ter, pois, de esperar, até porque figuras de topo da atividade entendem que o futebol poderá ser de alguma forma reclassificado, com desvalorização de passes de jogadores, não por qualquer tipo de questão desportiva, mas simplesmente porque os clubes terão de lidar com dívidas, com falta de receitas, com obrigações difíceis de cumprir e não terão os meios para fazer o que faziam: no caso dos mais ricos, irem aos três dígitos. Como foi o caso do Atlético Madrid, que adquiriu João Félix por €126 milhões. Uns não terão dinheiro para tais loucuras, a maioria não quererá fazê-lo, pelo menos enquanto não se dissiparem, ou não se entenderem com rigor, os efeitos da crise.

 

O Benfica, que estava a começar a sentir-se à vontade no campeonato dos €20 milhões - Jiménez custou €21,8 M, RDT, Weigl e Pedrinho ficaram por essa quantia - tira, pois, o pé do acelerador. Nem sequer será de esperar, no próximo verão, compras de jogadores por valores aproximados. Se isto funciona para as entradas, terá de funcionar para as saídas, uma vez que transferências milionárias para o estrangeiro serão igualmente escrutinadas.

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