Assinado acordo com UE para combater violência doméstica

São Tomé e Príncipe 06-12-2019 21:42
Por Lusa

A União Europeia (UE) assinou, esta-sexta-feira, com o Governo são-tomense um acordo de 2,5 milhões de euros para financiar projetos nas áreas da igualdade de género e luta contra a violência doméstica.

 

O documento foi rubricado em São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, pela embaixadora da UE, Rosaria Bento Paris, e pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade, Elsa Pinto.

 

Na cerimónia, Rosaria Bento Paris sublinhou que a UE «respeita e valoriza os direitos e as ambições de cada ser humano, os direitos de cada mulher».

 

Neste contexto, referiu, «é necessário permitir que cada pessoa possa realizar o seu potencial e contribuir para uma sociedade mais justa para todos».

 

«A igualdade entre as mulheres e os homens é um valor fundamental da UE desde 1957 e, desde então, a organização tem lutado contra a discriminação baseada nos géneros», disse a embaixadora, reconhecendo que «a violência contra as mulheres é uma questão global que atualmente afeta milhões de pessoas».

 

A responsável afirmou que a desigualdade entre homens e mulheres continua a ser o quadro predominante em muitas sociedades, sendo a violência doméstica «a expressão mais perversa dessa desigualdade».

 

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto, considerou, por seu lado, que a assinatura deste acordo «dá corpo a um sonho que vai ser agora uma realidade», lembrando que o seu Governo elegeu como prioritária a questão da dignidade humana, que «passa pela luta contra a violência doméstica, a violência baseada no género, em busca das igualdades das mulheres e das franjas mais vulneráveis».

 

«O processo da autodeterminação do povo de São Tomé e Príncipe foi praticamente ligado ao processo da emancipação da mulher e já temos conquistas visíveis, hoje já não temos domínios reservados do homem e da mulher», disse.

 

A chefe da diplomacia são-tomense sublinhou, depois, que as mulheres do seu país conseguiram galgar patamares muito importantes, mas admitiu que «importa ainda trabalhar nos aspetos culturais, em particular a pobreza que atinge muitos lares».

 

No país, lembrou Elsa Pinto, «68,9% da população é pobre, incluindo muitas famílias monoparentais com mulheres sem companheiro».

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