Peter Sagan é o corredor mais bem pago do mundo

Ciclismo 06-11-2019 08:58
Por Fernando Emílio

Quanto dinheiro ganha anualmente um corredor? Eis uma das perguntas que com alguma frequência surge quando se fala de ciclismo, sabendo-se que na por vezes o que verdadeiramente recebem não corresponde aos contratos entregues na UCI - frequentemente registados com valores inferiores.

 

Quando está à porta o início de uma nova temporada, o ranking dos mais bem pagos continua a ser liderado pelo eslovaco Peter Sagan, com seis milhões de euros anuais pagos pela Bora-Hansgrohe. Segue-se o britânico Chris Froome ( Ineos) com € 5,5 milhões, vencedor por quatro vezes da Volta à França e atualmente a recuperar de queda ocorrida em junho.


Em terceiro lugar está Vincenzo Nibali, que vai representar a Trek-Segafredo com um contrato anual de €3,7 milhões. O italiano Fábio Aru (EUA-Team Emirates) fatura €3,2 milhões de euros. Logo atrás dois corredores da Ineos, Geraint Thomas vencedor da Volta à França em 2018 com €3 milhões e Egan Bernal, primeiro no Tour em 2019, com €2.7 milhões.


Entre os 2,5 e 3 milhões encontram-se Nairo Quintana, que ingressou na Arkéa-Samsic, Tom Dumoulin e Primoz Roglic da Jumbo-Visma (ganhou a Volta à Espanha). O equatoriano Richard Carapaz que venceu a Volta à Itália e trocou a Movistar pela Ineos vai receber 2 milhões de euros, números que como já se afirmou não são oficiais.


Se há uma aura de mistério em torno dos valores praticados no estrangeiro, Portugal não foge à regra. Sem valores oficiais, são apenas conhecidos os mínimos permitidos. As condições financeiras para as equipas Continentais em 2020 estabelecem que a retribuição mínima de um contrato profissional é de €8.400 ilíquidos por ano para corredores com idade até 25 anos e de €13 mil/ano ilíquidos para os restantes. Os corredores com o estatuto não profissional estão limitados à idade de sub-23, tendo o corredor de estabelecer acordo com a equipa, segundo o modelo proposto pela UCI, logo sem retribuição - terá contudo direito a ser reembolsado pelas despesas que fizer em prol do desenvolvimento da atividade desportiva. Esse montante reembolsável terá como limite máximo o valor de €4 mil por ano.  
 

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