Death Stranding: Uma experiência

Jogos 04-11-2019 18:26
Por David Villamarin

O criador da conceituada «franchise» Metal Gear está de regresso com Death Stranding, que é o primeiro jogo do seu novo estúdio e que estará disponível na Playstation 4 a partir de 8 de novembro.

 

Desde o momento em que Death Stranding foi anunciado imediatamente provocou muita expetativa e os trailers apenas serviram para aumentar a curiosidade em torno do título, porque não percetível sobre qual era o tema.

 

Este jogo conta com a presença dos atores Norman Reedus (Walking Dead), Mads Mikkelsen, Léa Seydoux, Tommie Earl Jenkins, Margaret Qualley, Troy Baker e Lindsay Wagner que dão a cara a personagens do jogo. Os conceituados realizadores Guillermo del Toro e Nicolas Winding Refn dão a voz a personagens.

 

Num mercado saturado first person shooters (FPS) simuladores de futebol, de corridas, surge agora Death Stranding e um dos aspetos complicados é tentar encaixar este jogo numa categoria. Estamos a falar de algo completamente diferente daquilo que tem sido feito, mas vamos por partes.

 

Death Stranding é um open world e pode ser colocado nessa categoria e pouco mais. O jogador vai encarnar o papel de Sam Porter Bridges (Norman Reedus) e essencialmente terá sobre os seus ombros, literalmente, o trabalho de tentar conectar, juntar a humanidade, após a terra ter sido sujeita uma catástrofe, que isolou as cidades e que colocou os humanos em risco de extinção.

 

Sem revelar em profundidade todos os contornos da história, porque essa é uma experiência que deve ser vivida e não lida, o jogador terá o papel de tentar entregar mantimentos às diversas cidades seja a pé ou em veículos.

 

O problema reside no facto que é complicado fazer as entregas, porque os caminhos, que não são fáceis, estão repletos de mercenários, que pretendem roubar aquilo que tens, ou de entidades que pretendem a tua vida.

 

 

Para trazer da imaginação as ideias de Kojima, o criador do jogo chegou a acordo com a Sony e utilizou o motor de jogo Decima, que foi utilizado em Horizon Zero Down.

 

Deste modo, estamos perante um dos jogos graficamente mais impressionantes desta geração, a capacidade de transmitir a desolação na Terra está incrível, as personagens e a sua animação do outro mundo. Os inimigos e a incrível transformação em tempo real dos cenários quando surge um «boss», é algo que nunca foi feito a este nível. Os inimigos sobrenaturais (BT) só podem ser vistos quando tens acesso a um feto, quer permite fazer a ligação entre a vida e a morte. Novamente, algo difícil de explicar…

 

Todo isto está acompanhado de uma banda sonora incrível e que encaixa que nem uma luva em momentos inesperados ou simplesmente a acelerar numa moto pelas montanhas e imediatamente dá aquele clique ao jogador, algo difícil de explicar, porque tem de ser vivenciado.

 

A jogabilidade gira em torno da capacidade de carga que Sam consegue carregar e o jogador terá de ter muito cuidado em quanto quilos leva. É preciso saber gerir, pensar nas distâncias e escolher corretamente quanto vai levar, mesmo quando já tem um veículo. É preciso ter em atenção o que leva para proteção, o que leva para não deixar estragar a carga, porque a chuva tem essas características.

 

É também preciso falar da interação com outros jogadores, que na realidade não estão no jogo, mas estão... Uma das capacidades que o «gamer» tem é criar, por exemplo, uma ponte, algo para guardar as encomendas, que por algum motivo não podemos levar mais, gerador e outras coisas, que são cruciais nas nossas viagens. O que acontece é que a partir de uma certa altura nós temos acesso às construções de outros jogadores e isso facilita e muito, mas mesmo muito a vida. Uma ideia incomum num jogo incomum.

 

Death Stranding é um jogo diferente e embora a premissa seja simples, temos de levar mantimentos a diferentes cidades, o jogo acaba, estranhamente, por ser altamente viciante, porque o «gamer» quer ajudar, quer ligar as cidades, quer abrir a comunicação e permitir que a sociedade regresse.

 

DT é uma experiência fora do comum no mundo dos videojogos, um grande risco para Hideo Kojima, por estar a sair daquilo que é feito e que encontramos no mercado, mas são precisos estúdios que tenham a coragem e arrisquem.

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