Primeiro-ministro garante situação calma após denúncia de golpe de Estado 

Guiné-Bissau 22-10-2019 15:23
Por Lusa

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse hoje à Lusa que a situação no país está controlada e que não há necessidade de precipitar o seu regresso ao país, após ter denunciado uma tentativa de golpe de Estado.

 

«A situação está controlada e não há necessidade de precipitar o meu regresso», afirmou em declarações feitas por telefone a partir de Dacar, Senegal, salientando que deve regressar ao país na quarta-feira.

 

Aristides Gomes denunciou na segunda-feira à noite, numa publicação na sua página do Facebook, uma tentativa de golpe de Estado para tentar impedir a realização de eleições presidenciais.

 

Na publicação, o primeiro-ministro revela também que o autor daqueles atos «está devidamente identificado de forma inequívoca e chama-se Umaro Sissoco Embaló».

 

Umaro Sissoco Embaló, antigo primeiro-ministro guineense e dirigente do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), é candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

 

Nas declarações à Lusa, Aristides Gomes disse também que «não há condições para ninguém manipular as eleições, nem o Governo, porque quem decide é a Comissão Nacional de Eleições, onde estão representados todos os candidatos» às eleições presidenciais.

 

Referindo-se às correções das omissões feitas aos cadernos eleitorais e que hoje vão ser entregues à Comissão Nacional de Eleições, o primeiro-ministro reafirmou que aquelas correções só serão feitas se os candidatos às presidenciais assim o decidirem.

 

«Quem decide se essas pessoas vão votar são os candidatos, não é o Governo. Se quiserem que as pessoas votem, votam, se não quiserem não votam e a decisão toma-se na plenária da CNE por consenso», insistiu o primeiro-ministro.

 

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, marcada para 29 de dezembro.

 

A campanha eleitoral, na qual vão participar 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, vai decorrer entre 01 e 22 de novembro.

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