Mulheres sauditas vão poder alistar-se no exército pela primeira vez

Arábia Saudita 10-10-2019 22:02
Por Redação

Pela primeira vez, as mulheres sauditas podem juntar-se às forças armadas do reino, ultraconservador, depois de ter sido lançado um vasto programa de reformas económicas e sociais, anunciou o ministério dos Negócios Estrangeiros.

 

Riade aumentou recentemente o número de decisões a favor das mulheres num país que aplica uma versão rigorosa do Islão, mas as organizações de defesa dos direitos humanos acusam a Arábia Saudita de reprimir simultaneamente mulheres ativistas.

 

«É um novo passo em direção à emancipação», referiu, através de uma mensagem no Twitter o ministério, acrescentando que as mulheres só poderão tornar-se soldados de primeira classe, cabos ou sargentos.

 

A Arábia Saudita já havia autorizado as mulheres a juntarem-se às forças de segurança no ano passado.

Sob a liderança do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, foram iniciadas várias reformas para conceder direitos às mulheres nos últimos anos, tais como a permissão para conduzir ou viajar para o exterior sem o consentimento prévio do ‘guardião’ (pai, marido, filho ou outro parente masculino).

 

Durante o mesmo período, uma onda de repressão atingiu vários ativistas de direitos humanos, continuando alguns deles detidos, como é o caso de Loujain al-Hathloul.

 

Desde a queda nos preços de petróleo nos últimos cinco anos, a Arábia Saudita, o maior exportador, tem tentado melhorar a imagem no exterior para atrair investidores e turistas.

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