O discurso de Frederico Varandas: «O mais importante foi termos conseguido voltar a credibilizar a instituição e evitar a falência do Sporting»

Sporting 10-10-2019 20:52
Por Redação

Pouco passava das 20.30 horas quando arrancou a Assembleia Geral do Sporting, para votação das contas do clube. No discurso inaugural, sob muitos assobios e também pedidos de demissão, o presidente Frederico Varandas lembrou as dificuldades neste primeiro ano de trabalho à frente dos destinos do clube, assumiu erros e destacou ter evitado a falência do Sporting.
 

Leia o discurso na íntegra:

«Boa noite Sporting! Boa noite caros consócios!

 

Passaram pouco mais de 13 meses. Meses muito difíceis tendo em conta a situação em que o clube se encontrava.

 

E nestes 13 meses, de facto, independentemente de coisas positivas que foram feitas, independentemente dos títulos conquistados nas várias modalidades, independentemente dos erros que também cometemos, o mais importante foi termos conseguido neste exercício de 18/19, voltar a credibilizar a instituição e evitar a falência do Sporting.

 

Mas não conseguimos isto sozinhos: o feito é sobretudo da nossa massa associativa, dos que disseram e dizem sempre presente, pois nós somos apenas aqueles que, num dado momento da nossa história, representamos o Sporting Clube de Portugal. São sempre os sócios que definem o caminho a seguir.

 

Nós, como outros antes de nós, como outros que virão depois de nós, estamos aqui apenas a fazer o melhor que podemos e que sabemos pelo Sporting.

 

Temos um único objetivo: entregar o clube em condições melhores, em condições bem melhores do que aquelas em que o recebemos.

 

Este é o nosso objectivo e vamos cumpri-lo.

 

Temos vindo a fazer um trabalho de fundo, de reestruturação, de reformas, de base.

 

Um trabalho muitas vezes invisível hoje, mas que vai dar frutos a 2, 5, 10 anos e que é necessário para quem acredita verdadeiramente na máxima: “Sporting sempre!”

 

Num clube como o Sporting Clube de Portugal é preciso, com rigor, com lucidez, com racionalidade, cuidar do futuro, porque o clube não é, nunca é, de quem o dirige, mas sim dos sócios.

 

O Sporting Clube de Portugal para se perpetuar e ser um crónico vencedor em todas as modalidades tem de ser sempre sustentável.

 

E é dever de quem dirige defender e assegurar sempre essa sustentabilidade. É nosso dever procurar e defender a estabilidade como meio de atingir a sustentabilidade.

 

 

Mas esse dever não é apenas nosso.

 

Se o Sporting Clube de Portugal é dos sócios e é mesmo dos sócios, os sócios têm também o dever de garantir e defender essa mesma sustentabilidade, têm também o dever de procurar a estabilidade e de defender a estabilidade.

 

 

E não é com lugares-comuns e com frases feitas que as coisas se preservam. Não é a dizer ou a falar, mas a fazer.

Não é com demagogias e ilusões, mas com trabalho, trabalho sério, trabalho honesto, trabalho diário, trabalho de fundo.

 

Semeamos hoje para que outros possam colher amanhã.

 

É este o espírito que temos. É isto que nos inspira.

É assim que entendemos que devemos servir o Sporting Clube de Portugal.

 

Fizemos um orçamento e os sócios aprovaram esse orçamento.

 

Hoje, perante os sócios, perante quem prestamos contas, apresentamos essas mesmas contas, em linha com o orçamento aprovado pelos sócios.

 

E o que podemos verificar?

 

Verificamos que, apesar de tudo, apresentámos um lucro acima do esperado.

 

Por isso, em linha com o que os sócios aprovaram no orçamento, apresentamos as contas para que possam ser, em coerência, também aprovadas pelos sócios.

 

VIVA O SPORTING!»

 

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