Nobel da Química 2019 atribuído a três cientistas pelo desenvolvimento de baterias de iões de lítio

Suécia 09-10-2019 20:44
Por Redação

O anúncio do prémio, atribuído em simultâneo a John B. Goodenough, M. Stanley Wittingham e Akira Yoshino, foi feito na manhã desta quarta-feira, em Estocolmo, Suécia, pelo secretário geral da Academia, Goran Hansson.

 

«As baterias de iões de lítio revolucionaram as nossas vidas e são usadas em tudo, desde telemóveis a computadores portáteis e veículos elétricos. Através do seu trabalho, os laureados deste ano em Química fizeram os alicerces de uma sociedade sem fios e livre de combustíveis fósseis», justificou a Academia.

 

As baterias de lítio são «usadas globalmente para alimentar os aparelhos eletrónicos portáteis usados para comunicar, trabalhar, estudar, ouvir música e procurar conhecimento», além de terem possibilitado «o desenvolvimento de automóveis elétricos de longo alcance e o armazenamento de energia proveniente de fontes renováveis, como a solar e eólica».

 

M. Stanley Wittingham, da universidade norte-americana de Binghamton, nasceu no Reino Unido em 1941, e na década de 70 do século passado, em plena crise do petróleo, «começou a investigar supercondutores e descobriu um material extremamente rico em energia, que usou para criar um cátodo inovador numa bateria de lítio».

 

O americano John B. Goodenough, nascido na Alemanha em 1922, é o mais velho laureado com o Nobel e «previu que o cátodo poderia ter ainda mais potencial se usado com um óxido de metal em vez de um sulfureto de metal, duplicando a voltagem das baterias de dois para quatro volts.

 

Quanto ao japonês Akira Yoshino, professor nas universidades de Osaka e Meijo, criou «a primeira bateria de iões de lítio comercialmente viável em 1985», uma bateria «leve e resistente que podia ser carregada centenas de vezes antes de se deteriorar».

 

Ao telefone durante a conferência de imprensa de anúncio do prémio, Yoshino afirmou que a curiosidade foi o que o moveu na sua procura de uma nova forma de armazenamento de energia.

 

Retirou das baterias o lítio puro, deixando iões de lítio, que são mais seguros, abrindo caminho para a sua comercialização, que aconteceria em 1991.

 

«A vantagem de baterias de iões de lítio é que não se baseiam em reações químicas, mas em iões de lítio que fluem entre os elétrodos«, salienta a Academia num comunicado

 

Ler Mais

Últimas Notícias