«Sporting? Surgiu a Juventus e, jogando lá o meu ídolo, não havia como dizer não»

Sub-21 08-10-2019 11:23
Por Entrevista de João Pimpim

Até há dois meses, eram poucos os que dele tinham ouvido falar. Mas assinar por quatro anos com a Juventus mudou a vida de Dany Mota. Seguiram-se os sub-21 de Portugal e os três golos em dois jogos puseram-no nas bocas do mundo. O Sporting quis contratá-lo. Porém, é com CR7 que o avançado de 21 anos quer continuar a crescer.

 

Há dois meses era um desconhecido para a maioria dos adeptos do futebol. Mas tudo mudou com a transferência para a Juventus e com a chamada aos sub-21 de Portugal. Como estão ser estes últimos tempos?

Estou a realizar um sonho. Há muito tempo que ansiava por uma chamada às seleções de Portugal e há um mês isso concretizou-se. Desde pequenino que pensava nisso. Agora fui chamado pela segunda vez e acho que isso é um sinal de que terei feito boa figura na primeira oportunidade [risos].

 

Carlos Dinis, antigo treinador de várias seleções jovens, disse que Dany Mota «pode ser o avançado que falta à Seleção» principal e Fernando Santos afirmou que neste momento Portugal não tem um 9 puro. É nesse papel que se vê no futuro?

 

A minha filosofia é ir passo a passo, com tranquilidade, sem pensar muito no que pode vir, trabalhando bem, ajudando as minhas equipas ao máximo, marcando golos. Acho que, depois, com o tempo, as coisas surgirão naturalmente, sem pressas. Com calma e paciência é que se vai longe. Esperei três/quatro anos pela chamada às seleções jovens de Portugal, não tenho pressa de chegar aos AA.

 

Mas, antes desta chamada aos sub-21, já tinha recebido contactos de Portugal, em particular do Sporting, como se noticiou há uns meses?

 

Sim, é verdade que fui contactado pelo Sporting. Mas também pelo PAOK, da Grécia, pelo rival da Juventus, que é o Nápoles. Mas, contas feitas, acho que tomei a melhor decisão. Quando surgiu a Juventus, para mim, foi como ser chamado à Seleção de Portugal. Era a realização de um sonho. É um dos maiores clubes do mundo.

 

A proposta do Sporting não lhe agradou?

 

Não tem a ver com isso. Tem a ver com a oportunidade que surgiu ao mesmo tempo de assinar pela Juventus. E a Juventus é a Juventus. Ainda para mais jogando lá o meu ídolo, o Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo. Não havia como dizer não. Agora é dar continuidade ao trabalho, crescer e, quem sabe, um dia chegar à equipa principal.

 

Tem algum clube do coração em Portugal?

 

Tenho, mas… vamos ficar por aqui [risos]. Sou jogador profissional, prefiro não ir por aí…

 

Mas o seu pai numa entrevista denunciou-o, dizendo que o Dany era «doente pelo Benfica»…

 

Denunciou, denunciou [risos], mas… vamos ficar por aqui.

 

Com 17 anos, depois de passar por alguns clubes luxemburgueses, mudou-se para Itália, para representar o Virtus Entella, da Série B.

 

Não foi fácil. Sair de casa, mudar de país, viver sozinho. Foi o momento mais complicado da minha vida até hoje. Os meus pais apoiaram-me muito. Deram-me força para seguir o meu sonho. Sinceramente, nem sabia que passos estava a dar, para onde caminhava. Mas fui. E acho que foi o melhor que fiz até hoje. Foi um risco, nunca se sabe, mas correu otimamente. Só posso estar orgulhoso de mim.

 

O que foi mais difícil nesses primeiros tempos em Itália?

 

Foi um pouco complicado. Não falava a língua, não conhecia ninguém. Mas tive de adaptar-me ao país, às pessoas, ao clube. Correu tudo bem e este último ano no Virtus Entella foi top. Joguei mais, mostrei qualidades de goleador…

 

Ao ponto de chamar a atenção da Juventus…

 

Sim. Foi fantástico quando recebi o convite deles.

 

E falou com Cristiano Ronaldo?

 

Sim, claro que sim! Quando cheguei à Juventus, falámos muito, treinámos algumas vezes juntos, foi perfeito. Ele é um ídolo. Desde sempre. Nunca o tinha visto ao vivo até chegar a Turim. E, de repente, vê-lo à minha frente, treinar-me com ele… foi um choque! Era um sonho, mais um que estava a realizar-se. Foi muito bom vê-lo trabalhar, falar com ele, aconselhar-me. Ele ajudou-me muito.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição digital ou na edição impressa do jornal A BOLA

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