Presidente questiona paradeiro de dinheiro público

Guiné-Bissau 24-09-2019 13:16
Por Lusa

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, questionou hoje o paradeiro do dinheiro que entra diariamente nos cofres públicos e criticou os que sequestraram o país em «seu proveito pessoal» por inverterem os valores morais guineenses.

 

«Hoje, os nossos irmãos que sequestraram o nosso país em seu proveito pessoal, inverteram todos aqueles valores que para nós são sagrados e no seu lugar hastearam as bandeiras do ódio, do rancor, da vingança, da maldade, do egoísmo da intriga, das inverdades e cujo objetivo foi sempre lutar e a qualquer preço para chegar ao poder, mantendo o nepotismo e os luxos a que se habituaram», afirmou José Mário Vaz.

 

O chefe de Estado guineense discursava no Palácio da Presidência por ocasião do 46.º aniversário da proclamação da independência da Guiné-Bissau.

 

«Estes são os males de que padece hoje a nossa sociedade. Estes são também os fenómenos nocivos contra os quais eu tenho lutado ao longo do meu mandato como Presidente da República. Por isso colhi tantos e tão ferozes inimigos, tanto internos, como externos», salientou José Mário Vaz.

 

No discurso, o chefe de Estado disse que sempre defenderá os mais fracos que «reivindicam os seus direitos de melhores condições de trabalho e o direito a um salário que deveriam receber todos os meses».

 

«Para onde foram os nossos recursos internos ou seja as receitas diárias da nossa Direção-Geral das Alfândegas, sobretudo a receita da campanha da castanha de caju, as receitas diárias da Direção-Geral de Contribuições e Impostos, os fundos autónomos e os apoios orçamentais?», questionou o Presidente guineense.

 

Lembrando que aquele dinheiro faz falta nas escolas, hospitais e infraestruturas, o chefe de Estado pediu à Inspeção-Geral das Finanças, ao Tribunal de Contas, à comissão para os assuntos económicos do parlamento e à justiça para «assumirem as suas responsabilidades». «Porque o dinheiro é nosso», disse.

 

José Mário Vaz anunciou, no final de agosto, que é candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

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