Treino/Competição... Clubes/Seleção (artigo de José Neto, 91)

Espaço Universidade 12-09-2019 00:32
Por José Neto

Voltamos a um assunto que me parece de superior interesse no que concerne ao estudo e qualificação do rendimento de jogadores que no decorrer de cerca de 10 dias estiveram ausentes dos seus clubes de origem para integrar as seleções dos seus países.
 

Reportando-me apenas aos clubes portugueses que estão inseridos nas competições europeias, nomeadamente o F.C.Porto com atletas na seleção nacional, na Colômbia, Japão e México; o S.L.Benfica com jogadores também na seleção nacional, Suiça, Grécia e Marrocos; Sporting C.P. com jogadores na seleção nacional, Argentina, Uruguai e Equador; S.C.Braga com representantes na seleção nacional e Vitória.S.C. com jogadores na Burquina Faso e Mali.
 

Necessariamente para além de dever ser justificado o tempo de utilização e respetiva qualificação de rendimento obtido, não podemos dissociar o facto de que foram sem dúvida sujeitos a interrupção de rotinas presenciais de treino, enquadrados noutros indicadores de exigência por intermédio da orientação de diferentes estruturas técnicas e adequadas respostas comportamentais.
 

Será oportuno e necessário refletir das consequências dos resultados obtidos, que tendo sido positivos perduram mais no tempo e/ou tendo sido menos conseguidos podem ocasionar diferentes tipologias na abordagem de treino na inserção ou retoma de funções no clube de origem, pois como tenho repetido, gerir comportamentos após os êxitos conseguidos é completamente distinto de gerir frustrações após os inêxitos consentidos.

Para além do que poderemos associar ao facto de alguns jogadores terem de efetuar viagens de longa duração, possíveis alterações climáticas, fusos horários distintos, que sempre ocasionam situações de dessincronização de ritmos biológicos, gerando manifestações de fadiga, diminuição do estado de alerta, maior irritabilidade ao desgaste e à perceção de ameaça, etc … necessariamente importante ser bem gerido pelas equipas pluridisciplinares que compõem o suporte técnico e científico que felizmente os clubes (assim como a seleção) estão superiormente dotados.
 

Deixo a título de convite uma ideia no sentido de valorizar a capacidade de reflexão do meu leitor mais interessado no que entendo ser forma de dar ao Futebol um complemento justificativo da sua mestria como arte de melhor saber, em vez das discussões por vezes “fora de tempo” que seria a seguinte: nos jogos de retoma do campeonato verificar a qualidade interpretativa do rendimento dos jogadores que estiveram presentes nas respetivas seleções, comparando esse estado de análise comportamental nos desempenhos demonstrados. Com essa predisposição por parte de espectador/adepto/observador tenho a certeza que ficará a ganhar o Futebol!...
 

… e VIVA PORTUGAL!...
 

José Neto: Metodólogo de Treino Desportivo; Mestre em Psicologia Desportiva; Doutorado em Ciências do Desporto; Formador de Treinadores F.P.F/U.E.F.A.; Docente Universitário.

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