Homem mais rápido do Mundo tem Mundial em risco por faltar a testes de ‘doping’

Atletismo 23-08-2019 07:13
Por Sofia Coelho

Christian Coleman arrisca-se a falhar os Mundiais de Doha, no final de setembro, e até os Jogos Olímpicos Tóquio-2020. O norte-americano é o homem mais rápido desde que Usain Bolt se retirou, em 2017, e apontado como sucessor do jamaicano recordista mundial, por oito vezes campeão olímpico e 11 mundial. Esta época, tem 9,81s e é o 7.º de sempre nos 100 m com 9,79s.


O atleta de 23 anos faltou a três controlos anti-doping no espaço de 12 meses, algo que pode levar a uma suspensão de 1 a 2 anos.  A notícia foi divulgado pelo jornal britânico Daily Mail, sem confirmação de qualquer organismo oficial. Segundo fontes próximas ao processo, o atual vice-campeão mundial estará a tentar justificar uma das três faltas, o que o livraria do castigo. Estas falhas não estão relacionadas com resultados positivos, mas com erros no sistema de localização que os atletas têm de preencher para poderem estar disponíveis para os controlos - na atualização dos dados, por exemplo. Algo que aconteceu em Portugal recentemente: Marcos Chuva e Vera Barbosa estiveram suspensos por 1 ano em 2018.


Coleman, recordista mundial dos 60 m (pista coberta: 6,34s), é o principal candidato ao título dos 100 m nos Mundiais de Doha (27 de setembro a 6 de outubro) e, caso venha a ser castigado, deixará a pista livre para o compatriota Justin Gatlin, campeão em 2017... E que já esteve suspenso por doping. Aliás, dos 11 homens que já correram em 9,80s ou menos, apenas Bolt não esteve  envolvido em qualquer caso deste género: Gatlin foi suspenso por 1 ano em 2001 e 4 em 2006, Tyson Gay por 1, Yohan Blake por três meses, Asafa Powell seis meses, Nesta Carter três meses, Tim Montgomery por 2 anos, tal como Ben Johnson e Steve Mullings, enquanto Maurice Greene foi suspeito de usar esteróides, sem castigo.
 

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