Consultora britânica prevê recessão de 2,2% este ano

Moçambique 30-06-2019 19:23
Por Lusa

A consultora britânica Economist Intelligence Unit prevê uma recessão de 2,2% este ano em Moçambique, «devido aos efeitos dos ciclones na economia», que deverá recuperar em 2020, com um crescimento «modesto» de 2,7%.

 

«Houve prejuízos extensos nas infraestruturas, construções, portos e agricultura devido aos ciclones, que deverão pesar fortemente na economia neste e no próximo ano», avisam os consultores da unidade de análise económica da revista britânica The Economist, os únicos entre as principais consultoras a anteverem uma recessão no país este ano.

 

Numa análise à economia moçambicana, os analistas da Economist escrevem que o crescimento de Moçambique deverá «recuperar de forma modesta» em 2020, com uma expansão de 2,7%, «acelerando para uma média de 4,6% entre 2020 e 2022», ainda assim abaixo da média superior a 7% dos anos antes da descida do preço das matérias-primas e da crise das dívidas ocultas.

 

«A indústria do gás será um dos principais motores do crescimento da economia», assinala a EIU, apontando os investimentos da Eni, ExxonMobil e da Anadarko como exemplos de grandes petrolíferas mundiais que preparam avultados investimentos no país, «o que deverá tranquilizar outros investidores e melhorar a confiança na economia».

 

No entanto, alertam, «a construção dos equipamentos implica enormes importações e, como resultado, a contribuição direta do gás natural liquefeito para o crescimento económico será limitada até a produção começar, o que deverá acontecer a partir de meados da próxima década».

 

Ainda assim, ressalvam, «o início da produção do campo Coral, que deverá acontecer em 2023, vai aumentar o crescimento no final do período da análise, levando a uma expansão real do PIB de 7,5% nesse ano».

 

A inflação deverá aumentar, este ano, para 7,1% "devido às pressões resultantes das graves perturbações no setor agrícola, que obriga a significativas importações alimentares, aumentando ligeiramente para 7,2% em 2020 e mantendo-se perto dos 6% até 2023.

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