«Não quero ser símbolo contra o racismo»

Brasil 25-06-2019 10:45
Por João Almeida Moreira

Em 2014, um caso de racismo de que Tinga foi vítima, numa partida entre o Real Garcilaso, do Peru, e o Cruzeiro para a Taça dos Libertadores da América, causou comoção no Brasil, na América do Sul e no mundo. Ao ponto da então presidente Dilma Rousseff se ter associado à luta com uma nota oficial e da CBF ter lançado uma campanha aludindo ao incidente. Tinga, atingido por gritos a imitar macacos a cada vez que tocava na bola, disse que trocaria todos os seus títulos por igualdade e tornou-se símbolo da luta contra o racismo. Embora ele discorde.


«Não, pelo menos nunca foi meu objetivo ser um símbolo da luta contra o racismo, não. Mas cada um tem o seu posicionamento na vida, não é? Na época posicionei-me daquela maneira, sem qualquer tipo de agressividade e isso talvez tenha chamado mais a atenção, diz.


«O que retiro do episódio é que o importante é a gente viver a vida da melhor forma, construir boas coisas, boas relações, melhorar o nosso mundo, o nosso redor e é isso que tenho tentado fazer, cuidando dos meus negócios e da minha família e tentando aprender com a vida. Mas ser símbolo? Não acho que seja.»
 

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