Catedral de Notre-Dame vai realizar primeira missa no fim de semana depois do incêndio de abril

França 10-06-2019 23:36
Por Redação

A Catedral de Notre-Dame, em Paris, vai reabrir pela primeira vez ao público no próximo fim de semana para a realização de uma missa que servirá para assinalar a data da dedicação do templo, afetado por um incêndio devastador em abril.

 

A notícia foi avançada pela revista católica Famille Chrétienne, e confirmada pelo bispo e reitor da catedral, Patrick Chauvet, de acordo com o jornal Público.

 

Dois meses passados sobre o incêndio que destruiu a cobertura e parte do seu interior, a 15 de abril, a catedral será preparada para, no fim de semana, assinalar, com a missa, a data da dedicação da catedral, que tradicionalmente é evocada no dia 16 de junho.

 

«Esta data é simbólica. Será a festa da dedicação da catedral, da consagração do altar. É muito importante poder mostrar ao mundo que o papel da catedral é ser uma montra da glória de deus. Celebrar a eucaristia nesse dia, ainda que num grupo reduzido, será um sinal dessa glória e dessa graça», disse Patrick Chauvet, à Famille Chrétienne.

 

A missa irá realizar-se numa capela do fundo da catedral que não foi afetada pelo incêndio, mas os participantes, num número reduzido, «terão de usar capacetes como medida de proteção».

 

Os responsáveis pela catedral de Notre-Dame esperam que, ainda esta semana, seja também aberta ao público parte do pátio fronteiro ao monumento, permitindo a aproximação dos parisienses e dos turistas.

 

No entanto, a decisão final caberá às autoridades civis, e nomeadamente ao general Jean-Louis Georgelin, que o Presidente francês, Emmanuel Macron, incumbiu de dirigir as obras de restauro.

 

A catedral, um dos monumentos mais visitados em Paris, considerada uma joia da arquitetura gótica da cidade, tem o início da construção datado de 1163, e o começo da função religiosa em 1182.

 

O seu interior foi devastado pelo incêndio de 15 de abril, mas, segundo as autoridades, «os vitrais foram salvos, mas ainda está a ser feito um levantamento exaustivo dos danos aos quadros e aos órgãos».

 

O Governo indicou, na altura, que as relíquias do tesouro, nomeadamente a coroa de espinhos que os cristãos acreditam ter sido usada por Jesus Cristo na crucificação, e a túnica de São Luís, foram resgatadas.

 

No início de maio, Emmanuel Macron fixou um prazo de cinco anos para concluir a recuperação da catedral.

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