Trump acaba com aulas de inglês e futebol para menores detidos em abrigos para emigrantes

Estados Unidos 05-06-2019 21:16
Por Redação

A Administração Trump está a cancelar o financiamento de aulas de inglês, programas recreativos e a assistência jurídica destinados aos emigrantes menores não acompanhados que estão a dar entrada em abrigos federais norte-americanos.

 

«A entrada de imigrantes na fronteira sul criou pressões orçamentárias críticas e, por isso, a Administração está a cortar a garantia destas atividades», escreveu o jornal  norte-americano ‘Washington Post'.

 

O financiamento começou a ser descontinuado para atividades que «não foram consideradas essenciais para a proteção da vida e segurança, incluindo serviços de educação, serviços jurídicos e recreação, como o futebol», explicou o porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Mark Weber.

 

As autoridades federais dirigiram-se ao Congresso para informar que estão a enfrentar «um aumento dramático» de menores que chegam aos abrigos norte-americanos sem acompanhamento de um adulto e pediram ao Congresso 2,9 mil milhões de dólares em financiamento de emergência para ampliar abrigos e assistência.

 

As autoridades federais dizem ainda que o programa poderá ficar sem financiamento até ao final deste mês, sendo que nesse caso o Departamento de Saúde e Serviços Humanos? «é legalmente obrigado a direcionar o financiamento para serviços essenciais», afirma o porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

 

Uma curiosidade: o corte de financiamento pode colidir com um acordo judicial federal e com as exigências de licenciamento dos abrigos, que exigem a garantia de programas educativos e recreativos para menores sob custódia federal dos EUA.

 

Só este ano, mais de 40 mil crianças sem acompanhante ficaram sob custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, o que representa um aumento 57% em relação ao ano passado.

 

A lei federal norte-americana exige que o Departamento de Segurança Interna transfira os menores sem acompanhamento detidos nas cadeias localizadas na fronteira do país para abrigos «mais apropriados para crianças e de uma forma célere».

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