Queta: «Tenho de pensar muito bem se vou ao ´draft´»

NBA 21-05-2019 13:12
Por Miguel Candeias, em Chicago

Durante cinco dias Neemias Queta viveu intensamente o NBA Draft Combine. Agora conta o que significou mas também como é ter clubes da Liga interessados em tê-lo a treinar-se nas suas cidades nos próximos dias. Para já ainda não decidiu se vai ao ‘draft’ ou continua mais um ano no Utah State. 

 

- Terminados os cinco dias do NBA Draft Combine realizado em Chicago, para o qual foi o primeiro português de sempre a ser convidado, qual é o balanço geral que faz da experiência?
 - Acho que foi uma experiência muito boa. Ajudou-me a crescer bastante. É ótimo ter tido a oportunidade de aprender com este tipo de testes, competição e treinadores inserido num contexto diferente ao que estou habituado. Fiquei mais próximo daquilo que quero, pois houve como uma introdução à realidade que será na NBA. Sei que no futuro isso me irá ajudar bastante.

 

- O que acabou por ser mais complicado e mais fácil em relação ao que inicialmente esperava.
- Sinceramente, o mais complicado foi manter a calma nos momentos das entrevistas individuais com as equipas e conhecer novas pessoas. É que só nesta semana passei a conhecer mais de 200 pessoas [nos encontros os clubes costumam ter, no mínimo, 4/5 entrevistadores, mas os Nuggets tinham nove]. Tive de tentar manter sempre boa aparência e ser o mais profissional possível e acho que isso foi o mais difícil.
 
- E o mais fácil?
- Jogar. Claramente que o mais fácil foi jogar aquelas duas partidas.
 

- Até ao próximo dia 29 vai ter de decidir se retira o nome da lista de candidatos e regressa a Utah State para estudar e competir mais uma temporada lá ou se mantém a candidatura ao draft da NBA. Essa decisão vai ser uma das importantes e difíceis que terá de fazer nos últimos tempos?
- Acho que sim. Tenho mesmo de pensar muito bem. Vai ser uma decisão difícil porque tenho boas probabilidades de ter sucesso em cada uma das situações. Sei que se quiser voltar para Utah State para jogar com a equipa que lá existe será mais uma boa época, de evolução. Voltar a fazer um bom campeonato e tentarmos regressar ao March Madness. Por outro lado, ao avançar para o draft entrar na NBA será a concretização de um sonho e sei que seria bastante bom para o basquetebol português. Como disse, será algo que me fará pensar muito nos próximos dias.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa de A BOLA
 

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