PGR acusa PM de estar a ocultar verdade com a distribuição de arroz

Guiné-Bissau 16-05-2019 18:53
Por Lusa

A Procuradoria-Geral da República (PGR) da Guiné-Bissau acusou hoje o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, de estar a ocultar a «verdade material dos factos» com o início da distribuição do arroz doado pela China.

 

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no âmbito de uma operação, denominada «Arroz do Povo», várias centenas de toneladas de arroz doado pela China, que, segundo aquela força de investigação criminal, estava a ser preparado para ser vendido ao público.

 

«O Ministério Público tomou conhecimento da suposta distribuição do arroz em causa, sem que houvesse o relatório final de inquérito da Polícia Judiciária para o esclarecimento cabal da situação», refere a Procuradoria-Geral da República, em comunicado.

Portanto, continua a PGR, a «iniciativa do senhor primeiro-ministro em ordenar a distribuição do mesmo, revela a ocultação da verdade material dos factos».

 

No documento, a PGR salienta que ao iniciar a distribuição de arroz sem o «esclarecimento cabal da situação e nem anuência do Ministério Público na qualidade de titular da ação penal, o responsável pelo ato assumirá as devidas consequências penais».

 

Na sequência da apreensão do arroz, a PJ tentou deter o ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, mas foi impedida pelas forças de segurança, que umas semanas mais tarde foram buscar o arroz apreendido, cumprindo um despacho do Ministério Público.

Na semana passada, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, esteve reunido com o ministro do Interior e com a Polícia Judiciária e mandou colocar novamente o arroz nos armazéns da PJ para começar a ser distribuído à população.

 

O Governo guineense iniciou hoje a distribuição do arroz doado pela China para a população carenciada com a entrega de 180 toneladas para as Forças Armadas.

 

No total, a China fez um donativo de 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares. O arroz chegou a Bissau a 26 de janeiro.

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