«As pessoas vão ficar bastante surpreendidas com o meu estilo de jogo»

NBA 16-05-2019 17:32
Por Miguel Candeias, em Chicago

Os próximos quatro dias serão vitais. Após o anúncio da candidatura ao ‘draft’ da NBA, será no Combine, que hoje começa em Chicago, que Neemias Queta, 19 anos e 2,13 metros, tem oportunidade de despertar, aumentar ou confirmar o interesse dos clubes que procuram um poste de futuro. Nunca um português chegara tão longe. Neste Combine estará também o angolano Bruno Fernando (Maryland).

 

- Está em Chicago para o NBA Draft Combine, que decorrerá nos próximos quatro dias, mas já anteontem acabou por ser um dos jogadores convidados, juntamente de algumas das principais figuras a entrar na Liga, como o Zion Wiliamson, para estar presente no sorteio das primeiras 14 posições do draft, que se realizará a 20 de junho, em Brooklyn. Foi um convite que o surpreendeu?

- Não, sinceramente já o esperava. Sempre quis estar presente neste processo. É algo a que sempre desejei assistir. Foi bastante interessante ver como tudo funciona.

- E como sentiu o ambiente do sorteio?
- Uma pessoa nunca sabe para onde é que poderá ir, mas fica-se sempre nervoso só de saber quais são as equipas e as posições em que se encontram para o draft. Foi algo que mexeu comigo, mas penso que é perfeitamente natural.

- Naquela sala já cheirava muito a NBA?
- Cheirava… Cheirava bastante [sorrisos]. Viam-se lá muitos ídolos. Alguns jogadores retirados que foram grandes estrelas da NBA, outros que ainda jogam. É uma situação com a qual terei de aprender a lidar no futuro. Espero eu. E de que me possa vir a orgulhar.


- Depois de ter anunciado que seria candidato ao draft a 12 de abril, há cerca de duas semanas recebeu o convite oficial para o NBA Draft Combine, onde estarão apenas 66 jogadores. O que significou essa notícia naquele momento?
- Na realidade já contava que tal acontecesse devido ao trabalho que apresentei ao longo da temporada e a situação em que me encontrava. Sentia que estava numa posição ideal para poder vir ao Combine. Até pela necessidade que as equipas parecem ter, à procura de um poste com as minhas características. Pensei que seria uma opção para os clubes da NBA. Mas, mesmo assim, continuei a trabalhar e o convite acabou por ser uma confirmação do valor que tenho e do que as equipas consideram que posso vir a fazer. Sempre confiei, mas nunca se tem certeza enquanto não acontecer.

- Esta quinta-feira começa, finalmente, o draft Combine. Está mais nervoso ou ansioso?
- Nervoso nunca. Sou uma pessoa muito calma. Apenas estou ansioso porque será uma experiência única na vida. Espero poder aproveitá-la ao máximo, com consciência tranquila de que darei tudo o que puder. O que fiz no passado é bom, por isso o resto será para acrescentar ao currículo. Sinto que será bastante positivo realizar um Combine como desejo.

- E o que pretende mostrar? Que tipo de marca quer deixar?
- Pretendo principalmente mostrar a pessoa que sou. Não é que durante o ano não o tenha revelado a muita gente, mas penso que as pessoas vão ficar bastante surpreendidas com o meu estilo de jogo. Considero que sou um poste muito versátil. Sou capaz de lançar, passar, driblar, correr…

- Um poste moderno…
- Exatamente. Daqueles que as equipas atualmente procuram, quando o que pretendem é um poste. Posso ser uma mais-valia para os que desejam um jogador para essa posição. Acho que no futuro poderei dar um grande contributo.

 

Leia a entrevista na integra na edição impressa de A BOLA

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