Trabalho meritório no Farense abre novas portas a Rui Duarte

Futebol 14-05-2019 14:43
Por João José Pedro

Rui Duarte, jovem treinador de 40 anos que conduziu o Farense à Liga 2 e que orientou a equipa até à 20ª jornada, tendo abandonado a equipa enquadrada com os objetivos traçados no início da época, tem estado atento ao desenrolar do futebol nos últimos três meses em que tem estado inativo.

 

«Tenho acompanhado com muita atenção e paixão o futebol, pois um treinador tem estar sempre atualizado, dado que não pode parar no tempo. Nos dias de hoje torna-se fundamental progredir pois estamos sempre a aprender», palavras de quem não para no tempo.

 

«Foram três meses para pensar em novas ideias na tentativa de acrescentar sempre algo à nossa ideia de jogo, analisando várias equipas. Um trabalho de casa que, por vezes, é muito importante.»

 

Com um largo futuro à sua frente, Rui Duarte recebeu vários convites após a saída do Farense, mas revela que «não era a altura ideal para regressar», ao ponto de ter preferido fazer trabalho de casa para voltar no inicio da próxima época, estando neste momento a analisar várias abordagens de que tem sido alvo.

 

«O dinheiro é importante mas prefiro abraçar um projeto sério e consistente. Apesar de dar prioridade ao futebol português não fecho portas a um projeto no estrangeiro», revelou o treinador que em breve divulgará o rumo da sua carreira.

 

Olhando para trás, Rui Duarte «está grato ao Farense», pois não esquece quem lhe abriu as portas do futebol profissional. «Como não sou ingrato, jamais esquecerei o Farense que confiou em mim», agradece o treinador que não esconde a satisfação pelo trabalho realizado.

 

«Fizemos um trabalho muito meritório no Farense, daí estar sereno quanto ao futuro. Quem trabalha com honestidade, realiza um trabalho sustentado e sempre em crescimento não pode ter medo do futuro. Foi com muito esforço e dedicação que conseguimos trazer o Farense à Liga 2, realizando um trabalho consentâneo com o valor da equipa, plantel composto por jogadores que na sua grande maioria transitaram do Campeonato de Portugal», sustenta, acrescentando: «No decorrer do campeonato o projeto e os objetivos mudaram», confidenciou Rui Duarte.

 

Apesar de estar a torcer pela permanência do Farense, Rui Duarte não deixou passar em claro as declarações de Álvaro Magalhães que afirmou recentemente que não podia falhar, enquanto outros treinadores podiam.

 

«Interpreto como uma frustração pelo que tem acontecido. Quando abandonei a equipa à 20ª jornada a classificação falava por si, a média de pontos falava por si, bem como os processos de jogo bem identificados e os objetivos cumpridos na sua totalidade. Por isso, acredito que seja apenas uma frustração», atira.

 

A terminar a breve conversa que manteve com A BOLA, Rui Duarte lembra que «em janeiro não contratamos nenhum jogador, apesar de a equipa necessitar de reforços», período em que André Geraldes já comandava o futebol profissional do Farense.

 

«O projeto mudou a meio da época. Vou seguir o meu caminho como treinador e o clube seguiu por outro. Compreendo. Não me vejo acima da grandeza do clube. Aliás, ninguém devia estar acima da grandeza do clube…», concluiu.

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