Sem um bom guarda-redes não há jogo

O Mundo dos Guarda-Redes 10-05-2019 08:15
Por Redação

Nunca é demais elucidar a importância guarda-redes para uma equipa de Futebol. Seguem-se os exemplos dos jogos entre Benfica e Portimonense e Belenenses e Sporting.

 

Se no sábado foi Odisseas Vlachodimos a possibilitar a vitória dos encarnados frente aos algarvios com duas defesas destacáveis no um-para-um, no domingo Muriel Becker acabou por comprometer as chances dos azuis no Jamor nos primeiros vinte minutos de jogo. Enquanto o grego se desafiou a decidir em ocasiões de aperto, o brasileiro sucumbiu e precipitou-se em situações que são de conforto para as suas capacidades e qualidades – veja-se o nível das suas exibições ao longo da temporada e como tem ajudado o clube a superar expectativas e aplicar as ideias de jogo da equipa técnica.

 

Com casos distintos, conseguimos perceber e reforçar de forma positiva o que por estas linhas se tem escrito ao longo de 2018/2019: o guarda-redes é vital e grande parte do caminho de curto (90 minutos), médio ou longo prazo (campeonato) que uma equipa atravessa ou conquistar objetivos. Levantem a cabeça e reconheçam-no.

 

Ao Emídio Júnior

 

O papel do treinador de guarda-redes tem ganho alguma relevância nos últimos três ou quatro anos. Melhoraram-se as condições e o seu protagonismo (saudável e profissional), melhorou. Apesar de tardar a sua certificação, Portugal pode se orgulhar de produzir seres trabalhadores e pensantes nesta área.

 

Há mais de uma década o nosso país recebemos Emídio Júnior enquanto guarda-redes. Terminou a carreira e ofereceram-lhe o cargo de treinador específico. Evoluiu na ilha da Madeira e chegou ao Nacional, para a formação, e cavalgou até ao plantel principal em 2011. Daí não mais saiu e são precisas duas mãos para contar os guarda-redes que foram às suas seleções (AA ou sub’s), enquanto seus guardiões. Conseguiu com que corpos descoordenados protagonizassem voos de gabarito e deixou marca do nosso país até Caruaru, que abandonou em busca de um sonho. Foi diagnosticado com leucemia e teve de suspender funções. Aqui, o que os colegas da nossa classe desejam: uma pronta recuperação porque senhores do Futebol como o Emídio fazem falta em Portugal.


Defesa da jornada:


Odisseas Vlachodimos – SL Benfica 5-1 Portimonense SC – 40’ – Um-para-um

Avaliação da defesa: 6 (seis)

Critério: A defesa da jornada é escolhida por um critério de pesagem entre execução técnica, interpretação tática e complexidade da tomada de decisão.

 

01 – Momento da incursão de Bruno Tabata; Odisseas Vlachodimos encontra-se profundo, com os apoios ligeiramente de perfil e em posição-base média; O ofensor entra no espaço entre guarda-redes e defesas-centrais;

 

02 – Momento do remate de Bruno Tabata; Odisseas Vlachodimos encurta distância após o oponente atacar o espaço em zona de pé não dominante, deslocando-se com ponderação e virando a palma das mãos para a bola para enfrentar o um-para-um;
 

03 – Após aguardar a decisão do adversário, Odisseas Vlachodimos executa em cruz e defende com o pé já depois de ter reduzido as chances do oponente com a aproximação à ação – posição-base média-baixa e palma das mãos para a frente, formando um bloqueio.

 

 

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