CDS recua e ameaça chumbar diploma dos professores

Política 05-05-2019 17:41
Por Redação

Volte-face no CDS. A líder centrista esclareceu que a bancada parlamentar só votará a favor, em votação final, do diploma sobre a contagem do tempo de carreira dos professores se forem aceites condições que constavam da proposta inicial do partido.

 

Numa nota assinada por Assunção Cristas, a dirigente assumiu que o CDS só aprovará a recuperação salarial dos professores se estiverem reunidas condições de «crescimento económico, sustentabilidade financeira e também revisão da carreira dos professores, avaliação e aposentação», como foi proposto pela bancada e chumbado pela esquerda, na comissão parlamentar de Educação.

 

«Ou o Parlamento aceita os requisitos da nossa proposta, e eles se tornam lei, ou o CDS não dará o seu voto a qualquer compromisso. Um Governo do CDS nunca faria negociações incondicionais», lê-se no comunicado.

 

Cristas esclarece que, sem a aprovação das condições centristas, a bancada do partido «não viabilizará» a recuperação dos 9 anos, 4 meses e 2 dias reivindicados pelos sindicatos dos professores.

 

A marcha-atrás surge dois dias após o primeiro-ministro António Costa ter ameaçado com a demissão do Governo, depois de todas as forças políticas, incluindo o CDS, terem aprovado no Parlamento o diploma para a contabilização total do tempo de serviço dos docentes.

 

No texto, Assunção Cristas recordou que o PS não aprovou os requisitos em causa, considerando que, «se os tivesse viabilizado, não haveria crise política». E lembrou que os artigos «são votados um a um, alínea a alínea» e. por isso, «não constam da versão final saída da votação na especialidade.

 

A nota começa, aliás, com um ataque ao primeiro-ministro, e também secretário-geral do PS, acusando-o de fabricar a «mentira de que o CDS juntou os seus votos à esquerda para aprovar um pagamento de muitos milhões de euros por ano para os professores, pondo em causa as contas públicas».

 

Cristas anunciou ainda que vai pedir uma avocação (reapreciação) da norma em causa em plenário da Assembleia da República, antes de votação final global do diploma - trata-se de um mecanismo que permite aos grupos parlamentares sublinharem a sua posição, ou a de outros, e que permite mudar o sentido de voto inicial.

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