Francisco Domingues faz história no snooker nacional em Gibraltar

Snooker 15-03-2019 12:21
Por António Barroso

O bracarense Francisco Domingues, de 37 anos, de há muito residente em Rubi (Catalunha, Espanha) escreveu história no snooker português, ao passar duas rondas de qualificação do Open de Gibraltar e tornar-se o segundo atleta amador português a garantir um lugar no quadro principal dos 128 numa prova do circuito profissional da World Snooker pontuável para o ‘ranking’, no território sob soberania britânica situado no sul de Espanha.

 

Na quinta-feira, dia 14 do corrente mês, Francisco Domingues venceu Paul Burrell por 4-3, para depois bater Jack Moore por inapeláveis 4-0 e garantir lugar no quadro principal, onde irá defrontar sábado, dia 16, quando forem 10.30 horas em Portugal continental, um dos consagrados do circuito: nada menos do que o inglês Anthony Hamilton, de 47 anos, 62.º da hierarquia mundial, o ‘xerife de Pottingham’ (sua terra natal), que é profissional desde 1991 e em 2017 quebrou jejum de 26 anos no ‘main tour’ sem um único título ao conquistar o German Masters, em Berlim, ao vencer Ali Carter na final por 9-6.

 

Uma proeza histórica para o snooker nacional: Francisco Domingues é o segundo português a conseguir jogar o quadro principal de uma prova da World Snooker pontuável para o ‘ranking’, depois de João Grilo (atual atleta de pool do Sporting) o ter conseguido no Lisbon Open, em dezembro de 2014: foi batido, nessa ronda, por outro às dos panos verdes, o inglês Michael Holt, mas ainda conquistou um parcial (1-4).

 

O Open de Gibraltar iniciou-se dia 13 e decorre até domingo, dia 17 do corrente mês, no Tercentenary Sports Hall, do Victoria Stadium, em Gibraltar. O torneio distribui £177 mil (€207.409) em prémios, das quais £25 mil (€29.295) ao campeão. O galês Ryan Day venceu em 2018 o torneio, pontuável para o ranking, e que tem transmissão para Portugal (EuroSport).

 

Martin Gould venceu Championship League

 

Em Coventry (Inglaterra), na Ricoh Arena, terminou também na noite de quinta-feira, dia 14 do corrente mês, um outro evento não pontuável para o ‘ranking’ e apenas por convite, a Championship League, com o Grupo Final, que reuniu os vencedores de sete agrupamentos.

 

Neil Robertson, Jack Lisowski, Judd Trump, Stuart Bingham, Mark Selby, Martin Gould e John Higgins - o escocês venceu o Grupo 7 e último, jogado nos dias 11 e 12 do corrente mês – foram os profissionais apurados para o Grupo Final.

 

A vitória, e as cerca de 12 mil libras (14.062 euros) de prémio para o vencedor numa prova com caraterísticas de prémios pecuniárias únicas, embora de menor monta – cada triunfo é sempre a somar e amealhar, bem como até os parciais ganhos – foram para o inglês Martin Gould, de 37 anos, 27.º da hierarquia mundial.

 

Martin Gould bateu o inglês Jack Lisowski na final, por 3-1, após se desembaraçar de John Higins nas meias-finais por inapelável 3-0. Durante a fase de grupos – todos defrontaram os outros seis, em meia dúzia de jogos… que subiram a oito para Gould e Lisowski,, com as meias-finais e a final -, Martin já tinha vencido o escocês John Higgins por 3-2, Stuart Bingham por 3-1, Jack Lisowski e Neil Robertson, estes dois últimos ambos por 3-0.

 

Martin Gould, que sucede a John Higgins como campeão da Championship League, averbou dois desaires, diante dos compatriotas ingleses Mark Selby e Judd Trump, ambos por 0-3, ainda assim insuficientes para impedir o seu apuramento para as meias-finais, e para acabar por ganhar a prova.

 

Seis confirmados no Tour Championship

 

A entusiasmar está já a terceira e última prova da Taça Coral, o Tour Championship, próxima prova do calendário pontuável para o ‘ranking’, que irá decorrer de 19 a 24 do corrente mês no Venue Cymru, em Llandudno, no norte do País de Gales, com um total de 375 mil libras (439.426 euros) de prémios, das quais 150 mil libras (175.771 euros) para o primeiro campeão: prova nova, e reservada apenas aos oito melhores do ‘ranking’ a um ano.

 

Mark Allen, Mark Selby, Judd Trump, Ronnie O’Sullivan, Mark Williams e Neil Robertson têm já lugar garantido, com duas vagas em aberto para três profissionais a decidir consoante o que fizerem até domingo, no Open de Gibraltar: Kyren Wilson, Stuart Bingham e David Gilbert são o trio em disputa das duas cadeiras vagas para Gales no torneio no território britânico no sul de Espanha.

 

Uma prova só para a elite, com quartos de final à melhor de 17 (até um chegar a nove, de 9-0 a possíveis 9-8) e meias-finais à melhor de 19 (até um chegar a 10, de 10-0 a possíveis 10-9) em duas sessões, e na qual, pela primeira vez sem ser no Mundial, a final será jogada à melhor de 25 parciais durante dois dias consecutivos, em três sessões, até um dos ases vencer 13 partidas (de 13-0 a possíveis 13-12).

 

Pede-se fôlego, pois, aos melhores do planeta no último ano nesta variante do bilhar, com duelos de criar água na boca logo a abrir: Neil Robertson e Mark Selby decidem logo dia 19, terça-feira, qual dos dois, se o australiano campeão mundial em 2010, se o inglês número um do ‘ranking’ e tricampeão mundial (2014, 2016 e 2017) segue para as meias-finais, em duas sessões.

 

O inglês Judd Trump e o campeão mundial, o galês Mark Williams (tricampeão mundial, aliás, em 2000, 2003 e 2018), esgrimem outra vaga nas meias-finais nas tardes de dia 19 (terça-feira) e dia 20 (quarta-feira, conclusão).

 

Ronnie O’Sullivan irá voltar a competir, após a 1000.ª centenária da carreira e o seu 35.º título de ‘ranking’ obtidos no dia 10, no Players Championship, em Preston, na noite de terça-feira, dia 19 (com segunda sessão na noite de quarta-feira, dia 20), ante rival ainda a conhecer: certo é que o ‘Rocket’ defrontará, caso se apure para as meias-finais, o vencedor do duelo Williams/Trump. O norte-irlandês Mark Allen também ainda não sabe que adversário terá: só que as duas sessões do seu jogo dos ‘quartos’ são dia 20, quarta-feira.

 

Depois da vitória de Judd Trump no World Grand Prix e de Ronnie O’Sullivan no Players Championship, ambos lideram a Taça Coral, com 130 mil libras (152.335 euros) ganhos nas duas provas anteriores deste conjunto de três torneios: o profissional que auferir mais dinheiro na soma das três, com o Tour Championship, leva o troféu.

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