«Disseram-nos que João Félix não estava contente no FC Porto»

Benfica 14-03-2019 11:49
Por Redação

“João Félix, a águia real do Benfica” é a reportagem da France Football sobre a ascensão do jovem avançado que está a brilhar na Luz. Desde as origens na escola d’Os Pestinhas, à passagem pelo FC Porto, à saída para o Benfica até à época de afirmação com o manto sagrado.

 

«O pai dele era adjunto quando eu jogava no Tondela e, no intervalo de um jogo, vi o João jogar com outras crianças. Então sugeri ao pai que fosse treinar Os Pestinhas e levasse com ele o João», revelou Pedro Maneira, presidente da escola, que logo percebeu o potencial de Félix:

 

- Ele tinha seis anos. Era muito pequeno, mas gostava do que fazia e não era tímido. (…) Sempre foi muito focado quando havia um jogo, algo que a maior das crianças naquela idade não consegue. Não gostava de perder. Impressionou toda a gente e recebemos cartas de Benfica, FC Porto e Sporting para que fosse fazer testes.

 

Os ‘tubarões’ portugueses apertaram e, entre Lisboa e Porto, João Félix e família optaram por rumar a Norte: «No final da temporada, decidiu ir para o FC Porto.» Mas sentiu que não era valorizado e, insatisfeito por ser pouco utilizado, acabou por rumar ao Benfica, com 13 anos de idade.

 

«Recrutámos um jogador ao FC Porto através de Armando Carneiro, diretor da Academia do Benfica», começou por explicar um antigo membro da prospeção encarnada, que preferiu permanecer anónimo na reportagem da France Football. «O pai desse jogador disse-nos que o pequeno João Félix e a família não estavam contentes no FC Porto por ser pouco utilizado. Depois disso, Pedro Pereira, chefe de scouting do Benfica, contactou o pai de João Félix e combinaram uma reunião em Lisboa com Armando Carneiro que queria trazer o João. Chegou no final da época com o irmão mais velho», explica.

 

Já no Seixal, começou a trabalhar com João Tralhão, que destaca a polivalência do jovem atacante: «Usei-o como avançado, mas pode rapidamente adaptar-se a outras posições: número 10, extremo esquerdo ou direito, falso 9… pode jogar em todas estas posições. (…) Agora joga no apoio a Seferovic, aparece entre linhas e cria situações para marcar, mas também dá golos a marcar. Ele pode aparecer em todo o lado: na criação de jogadas, no último passe ou na finalização. Quando jogas em posse com um jogador assim, é uma loucura.»

 

Mas as qualidades futebolísticas não são os únicos atributos de Félix. «Não é fácil defini-lo, mas é fácil dizer que é um jogador completo. Claro que o mais importante é o talento e João Félix é muito talentoso, um jogador de nível muito alto. É humilde, forte mentalmente e empenha-se nos treinos. Faz tudo o que lhe é pedido: em casa, no treino e nos jogos. Esta é a diferença para outros jogadores da mesma idade», refere o ex-técnico da formação do Benfica.

 

Uma ideia corroborada pelo companheiro de equipa Sébastien Corchia: «É um ótimo profissional. É jovem, mas muito trabalhador e atento ao que fazem os mais velhos. É muito maduro para a idade que tem, competitivo, e tem ex-jogadores do clube com quem pode falar. Escuta e trabalha com qualidade técnica e tem inteligência de jogo.»

 

Abertas as portas da equipa principal do Benfica, João Félix confirmou todo o seu potencial. Na época de estreia, com 19 anos, soma 30 jogos, 21 como titular, onze golos e cinco assistências em todas as competições. A rematar, a France Football sugere que está na hora de chegar também à Seleção A. Fernando Santos divulga esta sexta-feira os convocados para os jogos de qualificação para o Euro-2020, diante de Ucrânia e Sérvia...

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