Pyongyang pede ajuda humanitária devido à falta de alimentos

Coreia do Norte 21-02-2019 22:25
Por Redação

As autoridades da Coreia do Norte pediram ajuda às Nações Unidas (ONU) e a outras organizações humanitárias, «devido à falta de alimentos no país», anunciou a organização presidida pelo antigo primeiro-ministro português, António Guterres.

 

«O Governo norte-coreano solicitou assistência das organizações humanitárias internacionais presentes no país para responder ao impacto da situação de segurança alimentar», disse Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU.

 

Dujarric referiu que a ONU «está em contacto permanente com as autoridades norte-coreanas para analisar o impacto que a falta de alimentos pode ter sobre a população mais vulnerável e agir cedo para suprimir as necessidades humanitárias».

 

O porta-voz explicou ainda que, de acordo com dados fornecidos por Pyongyang «é esperado que em 2019 o país tenha uma escassez de cerca de 1,4 milhões de toneladas de alimentos básicos, como trigo, arroz, batata ou soja».

 

O país asiático passou por uma fome severa na década de 90 do século passado que, de acordo com diferentes estimativas, vitimou mais de três milhões de pessoas.

 

A Coreia do Norte está, recorde-se, sujeita a sanções internacionais significativas como resultado do seu programa nuclear e de mísseis e, embora haja isenções humanitárias, muitos especialistas reconhecem que as punições contra o regime também afetam a população.

 

Países como a Rússia pediram o levantamento de algumas dessas sanções para encorajar Pyongyang a avançar nas negociações de desnuclearização com os EUA, que querem ver resultados concretos antes de dar esse passo.

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, vão realizar, na próxima semana, a segunda cimeira em Hanói, no Vietname, com o objetivo de chegar a acordo sobre uma «definição compartilhada do que significa desnuclearização», depois de meses de impasse nas negociações.

 

Trump e Kim realizaram uma primeira reunião histórica em Singapura, em junho de 2018, para dar os primeiros passos neste processo.

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