Olimpismo Eletrónico? Não Obrigado. (artigo de Gustavo Pires, 95)

Olimpismo 29-10-2018 18:54
Por Gustavo Pires

A 4 de Setembro de 2018, Thomas Bach presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), segundo o jornal “Independent”, colocou um ponto final na especulação relativa à possibilidade de integração dos erradamente designados “e-sports” nos Jogos Olímpicos (JO). Todavia, não podemos deixar de estranhar o facto do COI não ter, imediatamente, cortado a questão na sua origem e pela raiz deixando passar a ideia de que, eventualmente, até estaria interessado nos jogos eletrónicos. E dizemos que o COI deixou passar a ideia de um eventual interesse institucional pelos “e-sports” na medida em que, a 5 de Abril de 2018, o Comité Organizador dos JO de Paris (2024) anunciou estar a discutir a possibilidade dos “e-sports” serem uma modalidade de demonstração. (Cf. espn.com.br). Posteriormente, em Julho de 2018, o COI recebeu na sua sede o evento “Esports Forum”. E, passado que foi pouco mais de um mês, de 18 de Agosto a 2 de Setembro de 2018, os designados “e-sports”, enquanto modalidade de demonstração, fizera parte do Programa dos XVIII Jogos Asiáticos que se realizaram nas cidades de Jakarta e Palembang. Note-se que estes jogos, foram organizados sob a superintendência do Comité Olímpico Asiático, pelo que são popularmente conhecidos como os JO Asiáticos. Portanto, os sinais que chegavam ao comum dos cidadãos diziam que, eventualmente, o COI até estava recetivo a integrar no Programa Olímpico os designados “e-sports”. Felizmente, aconteceu um esclarecimento e, perante a possibilidade dos “e-sports” poderem fazer parte do Programa do Jogos de Paris (2024), segundo o “Independent” (2018-09-04), Thomas Bach, afirmou: “O COI não considera adicionar “e-sports” a futuros JO porque eles são demasiado violentos.

 

Thomas Bach esteve bem quando colocou um ponto final sobre o assunto. Todavia, esteve mal, quando justificou que as razões que levaram o COI a tomar tal decisão estavam relacionadas com a violência dos jogos eletrónicos.

 

É claro que muitos jogos eletrónicos decorrem em ambientes de violência e de guerra. E quantos desportos tradicionais não o fazem também? E quantos JO, antes do desmoronamento da União Soviética não foram realizados num ambiente de guerra-fria? E quantos JO depois do desmoronamento da União Soviética não foram realizados num ambiente de guerra comercial? E quantos JO não se transformaram numa violenta agressão contra os cidadãos das cidades que os receberam?

 

O problema não está, nem deixa de estar, no eventual belicismo dos jogos eletrónicos. Mesmo que os enredos dos jogos eletrónicos passem a decorrer em ambientes de paz celestial não nos quer parecer que, alguma vez, possam fazer parte do Programa Olímpico. Porque, uma coisa são os jogos eletrónicos ou os “e-games” a funcionarem no éter das redes sociais e outra, completamente diferente, são jogos desportivos que suportados nas destrezas do corpo, têm uma cultura milenar que, hoje, de uma forma estandardizada, se projeta na realidade da vida de todos os dias.

 

A palavra “e-sports”, que surgiu, inopinadamente, em alternativa à palavra “e-games” ao pretender tirar partido da ideia de desporto, no fundo, só serve para criar confusão. Note-se que o xadrez, com um estatuto bem diferente dos jogos eletrónicos, embora tenha sido reconhecido pelo COI e considerado uma modalidade de demonstração nos JO de Sydney (2000) o que é facto é que, ainda hoje, não faz parte do Programa Olímpico. Nem quero crer que isso, de alguma maneira, seja útil para o seu desenvolvimento uma vez que, bem vistas as coias, o xadrez é um jogo e não um desporto.

 

Quer dizer que, apesar dos e-games serem, indubitavelmente, jogos, todavia, não cumprem os preceitos antropológicos e históricos que determinam a matriz identitária dos desportos modernos pelo que não podem fazer parte do Programa Olímpico. Por isso, o COI, há muito que devia ter esclarecido a sua posição relativamente ao conceito de “e-sports” que estavam a querer impor-lhe.

 

E porquê?

 

Porque, só por si, jogo não é desporto.

 

Se do ponto de vista epistemológico o jogo é uma das componentes do desporto e o desporto uma das formas de jogo, contudo, nem todos os jogos podem ser considerados desportos.

 

Se, enquanto objeto, o jogo pode ser analisado a partir das suas expressões de ordem prática, enquanto essência deve ser analisado a partir da complexidade da sua natureza multifacetada. Do ponto de vista da sua expressão de ordem prática são conhecidas uma enorme multiplicidade de jogos que acontecem nos mais diversos países e culturas. Expressam-se nas diferentes comunidades segundo tempos, espaços, rituais e regras próprias. Do ponto de vista da sua essência, o jogo, na sua ubiquidade e autotelicidade, na expressão de Gadamer, é o “fio condutor da explicação ontológica”. Quer dizer, o jogo é consubstancial à vida e, por isso, explica-a.

 

Roger Caillois (1913-1978) caracterizou os jogos a partir de quatro características fundamentais: Sorte (alea); Simulacro (mimicry); Vertigem (ilinx); Competição (agôn). Entre outras, podemos, ainda, acrescentar uma quinta característica que é a surpresa. A partir daqui organizam-se os mais diversos tipos de jogos que podem ir dos jogos infantis aos jogos desportivos que têm a sua expressão máxima nos JO. Isto significa que, se nem todos os jogos são desporto, todos os desportos são jogo pelo que podemos concluir que o jogo antecede o desporto. E, assim, vem imediatamente à colação a velha metáfora de Huizinga: “O jogo é mais velho de que a cultura”. Porque o jogar dá um sentido lúdico de desafio à vida. Enquanto competição, expressa o instinto de sobrevivência que, na vida comum, se traduz no espírito competitivo que tanto pode ser justo, nobre e leal fazendo apelo aos mais louváveis sentimentos humanos como, também, injusto, falso e desonesto, fazendo apelo aos mais obscuros sentimentos da condição humana.

 

Até finais do século XIX, as pessoas jogavam e o jogo, enquanto atividade física ou intelectual, fazia parte das mais diversas culturas por esse mundo fora. Todavia, não é possível dizer-se que já existia desporto com o significado e as características que hoje lhe são atribuídas. Segundo a “Gazette Literaire”, pela consulta das enciclopédias “Diderot” e “D’Alembert”, a palavra “sport” só começou a aparecer a partir de meados do século XIX, todavia, com um significado diferente daquele que Coubertin lhe viria a atribuir em finais do século.

 

No inglês antigo era utilizada a palavra “disport” ou “sport” provenientes do francês “desport” que significava diversão. Até podia significar “fazer a guerra” que era o divertimento dos reis. O “sport” era, ainda, consubstanciado no ato de jogar que, direta ou indiretamente, acontecia entre vários jogadores. Obrigava ao exercício de determinadas habilidades físicas de destreza e intelectuais de astúcia que, executadas segundo determinadas regras e procedimentos, permitiam apurar um vencedor.

 

Entretanto, o processo de compressão espácio-temporal desencadeado pelo industrialismo, em que as distâncias se tornaram mais curtas e o tempo mais acelerado, desencadeou uma mudança radical dos jogos para os desportos. Neste sentido, como refere Pierre Parlebas, o desporto é o produto da institucionalização dos jogos tradicionais que, catalisados pelos seis princípios da sociedade industrial, a saber: Estandardização; Centralização; Concentração; Maximização; Sincronização; Especialização (Cf. Alvin Toffler), mudaram de paradigma e adquiriram a condição desportiva. Alguns jogos, depois de adquirirem o estatuto desportivo, resistiram e continuam a fazer parte do Programa Olímpico. Outros, como, por exemplo, a “tração à corda” que fez parte dos JO de 1900 a 1920, ficaram pelo caminho. Hoje, a “tração à corda”, tal como outros jogos, é, simplesmente, considerada um jogo tradicional. Todavia, não é por isso que, desde que cumpra os critérios estabelecidos pelo COI, não possa voltar a fazer parte do Programa Olímpico.

 

O industrialismo foi o catalisador que permitiu o surgimento do Movimento Olímpico (MO) e, em consequência, do desporto moderno. Quando, em 1888, Pierre de Coubertin fundou “Comité pour la Propagation des Exercises Physiques” a fim de desencadear a organização de competições desportivas inter-escolares e, posteriormente, em 1890, editou a revista “Athlétique”, não se limitou a dar continuidade às atividades gímnicas e aos jogos populares envolvidos em competições informais praticadas nas festas populares com regras que variavam de local para local. Ele percebeu que estava no local certo à hora exata e soube aproveitar a “vaga de mudança” económica e social desencadeada pelo industrialismo. Ao fazê-lo, promoveu uma rutura com o passado atribuindo um novo significado social e político ao conceito de “desport” da sociedade francesa ou do “sport” da sociedade inglesa. Até então, de acordo com “Grand Dictionnaire Universal du XIX Siècle – Pierre Larousse” publicado entre 1866 e 1890, “desport” e “sport” significavam uma panóplia de atividades físicas e exercícios de caráter recreativo que se consubstanciavam na ginástica, na esgrima na caça, nos passeios de barco e a cavalo. Estas atividades eram, via de regra, praticadas ao ar livre com o objetivo de desenvolverem as forças físicas.

 

Em 1892, no âmbito das comemorações do quinto aniversário da Union des Sociétés Françaises des Sports Athlétiques (USFSA), no grande auditório da Sorbonne em Paris, Coubertin apresentou uma comunicação intitulada “Os Exercícios Físicos no Mundo Moderno”, em que anunciou a intenção de desencadear o surgimento dos JO da era moderna. E, em 1894, naquele a que ficou conhecido como o primeiro Congresso Olímpico, Coubertin foi o ator principal da fundação do Comité Internacional do Jogos Olímpicos. Ao protagonizar tal acontecimento, para além de estabelecer um corte como as tradicionais escolas de ginástica organizadas na educação física, desencadeou, uma mudança de paradigma dos jogos populares para o desporto através da institucionalização, à escala do planeta, de alguns dos jogos tradicionais até então praticados a nível local, enquanto atividades físicas de lazer e recreação, por uma nobreza que, segundo Veblen, procurava desembaraçar-se dos assuntos sérios da vida.

 

E, assim, em finais do século XIX, Coubertin, ao idealizar um modelo de prática desportiva estandardizado à escala do Planeta a fim de, através da educação e da cultura, promover a paz e a concórdia entre as nações, provocou uma mudança paradigmática dando origem a um novo conceito à palavra “sport” que já nada tinha a ver com as atividades diletantes de carácter recreativo até então praticadas.

 

A expressão deste novo paradigma ficou bem expressa num artigo publicado em 1911 na “Revue Olympique”, onde Coubertin propôs a adoção da seguinte máxima para o desporto: “Mens fervida in corpore lacertoso”, quer dizer, “um espírito ardente num corpo treinado” que, ainda hoje, expressa as principais características do desporto moderno: um espírito ardente, competitivo e desafiador num corpo bem treinado pelo exercício inerente ao próprio desporto. E, a fim de atribuir uma dimensão institucional supra nacional ao MO, Coubertin, em 1915, quando a Europa estava em plena guerra, deslocalizou a sede do COI de Paris para Lausana (Suíça). Depois, em 1918, no Almanach Olympique daquele ano, definiu Olimpismo como: Uma religião de energia, de culto da vontade intensa desenvolvida pela prática desportiva viril apoiada na higiene e no civismo, envolvendo a arte e o pensamento…”. E, numa conferência realizada em Paris em 1929, definiu desporto como ”…o culto voluntário e habitual de exercícios musculares intensos incitados pelo desejo de progresso não temendo ir até ao risco”.

Assim, o desporto, como hoje o conhecemos, enquanto produto do industrialismo, sendo uma decorrência natural do jogo, contudo, apresenta uma carga cultural determinada pelas características decorrentes do industrialismo que lhe são próprias. Por isso, do ponto de vista epistemológico, confundir jogo com desporto, no atual quadro dos “e-games” chamando-lhe “e-sports” e admitir que possam fazer parte dos JO parece-me uma ingenuidade. Os desportos são um produto da sociedade industrial e, por consequência, como refere Christine Le Scanff, “o terreno de excelência do corpo” onde o mental se expressa no corpo físico em competição direta ou indireta com outros. Pelo seu lado, os jogos eletrónicos são intermediados pela máquina. Permitem até jogar contra uma máquina. Inclusivamente, possibilitam a existência de jogos de máquinas contra máquinas em que a intervenção humana, direta e em tempo real é cada vez mais reduzida. Neste sentido, eles são, por excelência, um produto da sociedade pós-industrial e devem ser desenvolvidos enquanto tal.

 

Assim sendo, os impropriamente designados “e-sports” não interessam a nenhuma das partes. Aos jogos eletrónicos porque, ao serem integrados no MO, corrompem a sua essência, perdem liberdade, capacidade de desenvolvimento e independência financeira; Ao MO porque os jogos eletrónicos, pelas suas características, corrompem o seu credo e deturpam a sua vocação quer dizer, desvirtuam a raiz identitária do Olimpismo.

 

Gustavo Pires é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana

 

 

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