«Representar  Portugal é uma honra»

Atletismo 14-09-2018 10:35
Por Sofia Coelho

Pedro Pablo Pichardo usou as redes sociais para expressar a felicidade, após a autorização da IAAF para que represente Portugal a partir de 1 de agosto de 2019. «Já é oficial! É um prazer e uma honra representar os cores deste ótimo País e todos os portugueses», escreveu o atleta de 25 anos, nascido em Cuba e naturalizado português em novembro do ano passado, cerca de sete meses depois de ter sido apresentado como atleta do Benfica.


«Agradeço muito a todas as pessoas envolvidas para que isto tenha sido possível. Muito obrigado Portugal. Trabalho, orgulho e gratidão!», acrescentou Pichardo, prata no triplo salto dos Mundiais de 2013 e 2015, um pódio pelo qual poderá voltar a lutar no próximo ano, já que o Campeonato do Mundo de Doha (Catar) se realiza no final de setembro. O 4.º melhor se sempre no triplo, com 18,08 m, é recordista de Portugal desde maio deste ano, quando saltou a 17,95 m, marca com que lidera o ranking mundial de 2018. No início deste mês, tornou-se no primeiro português a vencer a Liga Diamante, o que lhe deu um wild card para os Mundiais de 2019.

 

Ontem, Alexis Copello, igualmente nascido em Santiago de Cuba e entretanto naturalizado pelo Azerbaijão (2017), felicitou o  amigo. «Sempre na luta amigo. Felicidades e que tudo te corra muito bem nesta nova etapa. Sei que assim vai ser! Um abraço», escreveu Copello, bronze no triplo dos Mundiais de 2009, ainda por Cuba, que se mudou para Espanha após os Jogos Olímpicos Londres-2012, descontente com o apoio médico e para dedicar-se à família. Passou a treinar-se com o cubano Iván Pedroso - antigo campeão olímpico do comprimento - em Guadalajara, perto de Madrid, e, desde o final de 2016, tem o português Nélson Évora como companheiro na equipa. No mês passado, Copello conquistou a prata nos Europeus de Berlim, atrás de Évora, campeão.

 

Pichardo agradeceu o desejo de boa sorte de Copello, que conhecia o seu descontentamento com o país de origem. Uma lesão que o afetou em 2016 - viajou para o Rio, mas não saltou nos Jogos Olímpicos - e o facto de não o deixarem treinar-se com o pai, Jorge, levaram Pichardo a desertar de um estágio da seleção, na Alemanha, em abril de 2017.
 

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