Concurso literário do PNED com o apoio de A BOLA

Ética no Desporto 27-08-2018 18:04
Por Redação

Encontra-se concluída a VI edição do Concurso “A Ética na Vida e no Desporto” (2017/2918), tendo sido distinguidos os seguintes textos:

Autores/as provenientes de estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo

 

•   1º classificado -  “Estou na corrida”, de Isabela Quadrado (Escola Básica e Secundária de Santa Maria/Santa Maria, Açores);    

•   2º classificado -  “Ética é o espelho daquilo que somos… ”, de Ana Catarina Relvas (Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa/Porto);

•   3º classificado -  “ Há mar e mar, há perder e ganhar ”, de Rodrigo Vieira da Silva (Escola Básica e Secundária de Velas/ S. Jorge, Açores).

 

Autores/as oriundos de centros educativos e estabelecimentos prisionais (a frequentar o sistema de ensino)

•   1º classificado -  “Carrossel de desencontros“, de Cândido Teixeira (Estabelecimento Prisional de Braga);

•   2º classificado -  “Difícil não é fazer o que é certo, é descobrir o que é certo fazer”, de Ruben Adriano (Estabelecimento Prisional de Beja);

•   3º classificados (ex aequo):

     -  “Carpe Diem”, de Flávio Montolha (Estabelecimento Prisional de Braga)

     -  “Homo Sapiente”, de Hugo Teixeira (Estabelecimento Prisional de Olhão)

 

O júri, em reunião realizada no dia 19 de julho, presidida por Humberto Gomes, contou com a seguinte composição: António Simões (Jornal “A Bola”); Filipe Arraiano (Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais); Humberto Gomes (Embaixador do PNED-Plano Nacional de Ética no Desporto); Jorge Rafael (Direção Geral de Educação / Desporto) e Paulo Marcolino (Fundação do Desporto).

 

O Concurso “A Ética na Vida e no Desporto é instituído pelo Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), com o apoio do Jornal Desportivo “A Bola”, da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, da Direção Geral de Educação/Desporto Escolar, da Fundação do Desporto, da Direção Regional do Desporto do Governo dos Açores e da Secretaria Regional de Educação do Governo Regional da Madeira.

O PNED felicita os concorrentes pela participação e enaltece a qualidade dos trabalhos distinguidos.

Agradece ainda o empenhamento aos parceiros institucionais e aos elementos do júri.

 

 

Textos dos participantes:

 

Carrossel de desencontros

 

Gostaria de começar a falar da minha vida que mais parece um carrossel de emoções e de desencontros.

Tenho 73 anos e estou detido pela terceira vez. Parece impossível, não é?

O primeiro desencontro que tive foi não conhecer o meu pai e foi possivelmente o que mais me marcou e ainda permaneço na minha memória como se fosse uma diluição de uma imagem que não conheci.

Criamos imagens fictícias de uma figura que nos poderia ser tao importante para a nossa formação enquanto pessoas, enquanto cidadãos conhecedores da ética na vida.

Mas o que é que eu sei sobre ética?

Sim, tenho valores éticos e morais, uma verdadeira consciência moral, mas de certa forma falhei na ética e por isso estou novamente detido.

O segundo desencontro que tive foi começar a trabalhar com 12 anos em marcenaria e me terem "roubado” a infância, ou pelo menos parte dela.

Fiz serviço militar e fui mobilizado para a Guiné-Bissau em Africa onde tive experiências de guerra em 1966.

Hoje quando penso nisso, sinto como se estivesse dentro de uma triste e me! Odiosa recordarão. E uma ambivalência de sentimentos e emoções que ficam guardados num velho sótão que tenho algures na minha memoria. Regressei a Portugal em 1969 e continuei a arte da marcenaria e especializei-me em restauro de antiguidades até 1970.

Fui viver para a cidade de Freiburg, na Alemanha e continuei a trabalhar na minha arte. Restaurava igrejas e fazia aplicações de pinturas em folha de ouro até 1980.

Senti a necessidade de contar a minha historia porque só fazemos uma verdadeira introspeção e reflexão do que realmente significa o conceito, “Ética na vida” se nos conhecermos a nos mesmos.

Se pudesse deixar uma mensagem aos mais novos, seria a seguinte: Cultivem o presente para que o futuro seja um lugar melhor.

 

Cândido Teixeira, EPB de Braga

 

 

“Difícil não é fazer o que é certo, é descobrir o que é certo fazer” Robert Henry Srou

 

Pode dizer-se que a história dos grandes desportistas sempre foi lutar contra a limitação do que se pode fazer com o desporto.

 

Mas para isso é preciso viver-se eticamente, só assim se excede expetativas. Para mim viver eticamente é sermos o melhor de nós mesmos, melhor para os outros e melhor em tudo o que fazemos. Não apenas um conceito, mas uma forma e estilo de vida.

 

Ética para mim é uma fé, não em Deus, mas no ser humano. Pois a ausência dela dá origem àquelas situações e notícias diárias que envergonham a humanidade. Pode não ser algo místico, é um conceito mental, mas não deixa de ser misteriosa a forma como nos indica a maneira digna e correta de viver. Porque não nos acrescenta nada, acorda e explora o que já existe de melhor em nós, as nossas virtudes, princípios e valores que desconhecemos ou esquecemos que temos.

 

Quando refletimos sobre a melhor forma de lidar com alguém, as ações a ter, as intenções e as consequências, podemos dizer que estamos a ser éticos. Ou pelo menos estamos a começar.

 

O desporto é exigente do ponto de vista social, envolve etnias, religiões, nacionalidades, classes sociais, e muitas diferenças, mas todos com algo em comum: o amor pelo desporto. Permite-nos celebrar as coisas que temos em comum em vez de salientar as diferenças, ajuda-nos a promover a fraternidade universal.

 

Na nossa história, já vimos a atividade desportiva empatar guerras, resolver conflitos, unir povos. Isto mostra o poder que o desporto tem em explorar o melhor do ser humano, a importância na nossa história, na cultura da humanidade, na sociedade global.

 

O desporto está em expansão, cada vez é mais importante nas nossas vidas, no quotidiano, na economia. E tem usado, lenta e discretamente, a sua influência e as ações que é capaz de empreender para melhorar tudo, por pouco que seja. Passa-nos a mensagem da anti-violência, abolindo racismo e xenofobia, a diferença de géneros e outros males humanos, promovendo a paz mundial e um planeta mais verde.

 

Todos os intervenientes diretos ou indiretos na atividade desportiva têm uma responsabilidade social acrescida, pois estão em posição de transmitir valores e princípios da ética, que os deve nortear, como honestidade, humildade, integridade, tolerância, igualdade, solidariedade, lealdade… Serem corretos, justos, adequados e flexíveis, não apenas profissionalmente, mas também em privado.

 

São os valores e princípios da ética que tornam a atividade desportiva uma experiência única, apaixonante e cativante. É o que a embeleza e a torna agradável de se viver, através do fairplay, do respeito pelas regras, reconhecimento e respeito mútuo, da pacificação e harmonia.

 

A ética é tudo o que nós queremos para os nossos filhos seja qual for o caminho que a vida lhes reserve.

 

Quando me perguntarem onde está a felicidade, respondo para procurarem a ética, pois ela indicará o caminho.

 

Ruben Adriano

 

 

Carpe Diem

 

Comecei por fazer uma reflexão sobre a ética na vida, fiquei surpreendido

porque percebi um pouco mais de mim.

Tenho vinte e nove anos, estou preventivamente detido e aquilo gue vos posso dizer é que a infância é muito importante para que tenhamos uma estrutura emocional adaptada para enfrentar o mundo, este misterioso mundo.

Sou de etnia cigana, mas posso € sinto necessidade de vos transmitir uma

mensagem, “Olha para o que eu digo e não para o que eu fago”.

A vida do crime não compensa, e também posso dizer com emoção que as pessoas não valorizam simples gestos do quotidiano, como tomar um café, ver o pór-do-sol, poder observar a beleza de um campo colorido por botões de ouro, observar nuvenzinhas cor-de-rosa, como referiu Eça de Queirós, no conto que li e gostei muito, “O Tesouro”.

Enfim,

“Carpe Diem”,

Aproveita o teu dia e valoriza os conselhos de quem te quer bem. Evitem cometer crimes para não viverem o que eu estou a passar, todos os dias, a falta de Liberdade.

 

F. Montolha, EPB de Braga

 

 

Há mar e mar, há perder e ganhar…

 

As ondas do mar vão e voltam… num constante avanço e retrocesso, continuando sempre o seu movimento persistente. O que podemos aprender com elas na prática desportiva e, de modo global, na vida?

 

O desporto que, muitas vezes está associado apenas ao bem-estar físico, também está fortemente ligado ao bem-estar psicológico, estando relacionado com a própria existência humana, já que o ser humano sempre procurou ocupar o seu tempo através do desporto.

 

E porquê atribuir um valor tão importante ao desporto? No desporto, tal como na vida, seguimos princípios básicos que nos parecem ser os mais corretos para alcançar um objetivo comum. No caso do desporto será praticá-lo o melhor possível, seguindo as regras estabelecidas, já na vida perseguimos a autorrealização. É assim possível constatar que quanto melhor formos no desporto - nunca desistir e tentar melhorar a cada dia passado, melhores seremos na vida! O desporto transmite-nos valores inigualáveis, tais como: a amizade, a confiança, a perseverança, o respeito e a vontade de chegar mais além. É inato ao ser humano o gosto pela prática de desporto!

 

No entanto, e muito devido ao valor comercial que se tem vindo a atribuir às modalidades desportivas, a forma de ver e entender o desporto tem-se alterado. A boa-disposição e a vontade de fazer o máximo têm dado lugar a invejas e a uma fome inexplicável de vencer. O mesmo se tem observado na forma de agir das pessoas, que cada vez mais pretendem atingir o fim sem os meios. Há muito a fazer neste sentido, começando no desporto, onde os praticantes das modalidades se devem dedicar simplesmente pelo gosto de jogar e aprender a utilizar estas aprendizagens também na sua vida. Estou certo que é uma ótima maneira de alcançarmos a felicidade a cada conquista. Eu, tal como muitos outros jovens, já me apercebi disto mesmo. É hora de mudar! No desporto, devemos entender o nosso oponente como uma forma de evoluir e aprender, criando laços de amizade, nunca desistindo e aproveitando cada jogo como se fosse o último. Na vida, e baseados nos ensinamentos que o desporto nos pode transmitir, tornarmo-nos pessoas mais íntegras, honestas, sinceras, vivendo numa sociedade mais coesa que utilize as nossas diferenças para nos unir ainda mais. Estou ansiosamente à espera da mudança. É tempo de mostrar a toda a gente um outro ponto de vista tanto na forma de encarar o desporto como também a vida!

 

Assim, a ética apresenta-se como um conceito de difícil definição e aplicabilidade, uma vez que está diretamente relacionada com o nosso comportamento no dia-a-dia. A ética pode considerar-se a arte de construir a nossa própria vida assente em pilares fundamentais dos quais não prescindimos e não uma simples resposta imediata. Nesse processo construtivo podemos aprender muito com o constante movimento das ondas e aplica-lo às nossas vidas, porque o importante é continuar a dedicarmo-nos para sermos melhores, tal como a natureza nos ensina!

 

 

 

ESTOU NA CORRIDA

 

Estou na linha de partida, lado a lado contigo, mas não me vês. Seguro o testemunho que vou transmitir a quem vier a seguir. O testemunho dá-me a segurança de um adereço que entretém as mãos inseguras. Vejo a pista que me ultrapassa e parece querer fugir de mim. Sinto-me desfalecer, mas não fraquejo. Quero desistir, mas não o faço. O tempo esvazia-se rapidamente. Os meus pensamentos são distraídos pelo som forte do sinal de partida. A corrida está lançada, mas não é igual. Procuro o lado bom da pista, mas não sou a única. Tu chegaste primeiro. Tens vantagem. Mostras segurança, força, resistência. Eu tento acompanhar o teu ritmo, mas do meu lado tudo parece mais difícil. Não esmoreço. É nestes momentos que os vencedores se afirmam. No fim de contas, a vida é feita de momentos. Instantes que queremos guardar ou esquecer.

De testemunho na mão percorro o caminho. Deixei de assistir à existência. Decidi ser eu e partilhar aquilo em que acredito. Defendo o que sinto, o que desejo, o que eu quero. Decidi ver o mundo do lado do palco, mostrar-me, dizer que estou ali, existo e quero fazer parte do estádio de que afinal faço parte.

A corrida torna-se mais dura. Sinto que as curvas e as inclinações são todas do meu lado. Tu, como homem, não me vês como uma atleta de igual valor. Isso magoa-me, mas não me desmoraliza. Sinto-me cada vez mais forte. Quero partilhar a liderança contigo. Conquisto com esforço cada centímetro que me aproxima de ti. Quero provar a mim mesma que sou igual a ti. São estes pequenos esforços, estas pequenas centelhas de vontade, estes pequenos corpúsculos impercetíveis, que me conduzem à essência do que sou, reconciliando-me com a existência. Luto por pequenos nadas, pequenas sementes que quando germinarem terão o poder de iluminar ainda mais este arco-íris que é a vida.

Sim, eu acredito. Eu acredito que aqui posso ser quem eu sou. Estou na corrida. Ultrapasso os obstáculos que surgem na pista e sigo no teu encalço. É neste lugar que quero abraçar contigo a igualdade que tenho procurado incessantemente. É aqui que quero construir o que me falta, completar o que ainda não tenho, concretizar o meu desejo, a minha ambição, o meu direito de ser tratada como tu.

Na curva apertada, antes da meta que se aproxima, vejo-te vacilar e cair. Estou agora na frente, mas não me sinto feliz. Regresso onde te vi tombar para te apoiar. Estendo a mão para te erguer. No teu olhar, procuro que me aceites como parceira nesta corrida da vida. Procuro ter orgulho do que sou…do meu género.

De que género sou? Sou do género humano…tal como tu!

 

 

Ética é o espelho daquilo que somos…

 

“Parte da Filosofia que estuda os fundamentos da moral; conjunto de regras de conduta de um indivíduo ou de um grupo” - "ética", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. É fácil ler a definição de uma palavra no dicionário, difícil é entender a sua verdadeira essência…

 

Ética, moral, condutas diárias, cidadania, alicerces daquilo que nós chamamos “viver em sociedade”. Nenhum de nós, cidadãos, é compelido a seguir normas éticas, nem sofre quaisquer sanções pela desobediência das mesmas. Segui-las ou não parte da vontade de cada um de nós, dos nossos fundamentos, da nossa personalidade.

 

Há uns meses, a propósito do tema “Ética no Desporto”, realizei um trabalho sobre Yusra Mardini, uma jovem nadadora Síria que partiu rumo à Grécia em busca de paz. Fugiu do seu país num barco, juntamente com a irmã e outras 18 pessoas. A meio da viagem, o barco começou a afundar e, sem olhar para trás, a jovem nadou, puxando o barco e os outros passageiros. A viagem demorou cinco horas. Uma jovem tão nova, um coração do tamanho do mundo. Para mim, isto é o que verdadeiramente representa a Ética: usar os nossos valores mais puros, os sentimentos mais bonitos, mostrar aquilo que somos e o amor pelo próximo, seja para com a nossa família, com um desconhecido ou com um adversário dentro de campo.

 

Sentir aquela energia contagiante de ver a nossa equipa ganhar, de ver o nosso atleta conquistar a medalha na última volta da corrida, de sentir a emoção do estádio a cantar e saltar quando é golo, adeptos unidos, tudo isto é a magia do desporto. Não deveria haver conflitos entre equipas rivais, conversas desagradáveis entre dirigentes, treinadores, jogadores, adeptos ou simpatizantes. O desporto não é uma guerra! Não é! Mas, enquanto muitos olharem para o desporto como mais um negócio que move milhões no mundo, haverá espaço para a Ética?

 

Se todos gostássemos das mesmas coisas, se todos víssemos as cores da mesma maneira, se todos fôssemos iguais, a vida seria bastante aborrecida. No entanto, o ser humano segue por vezes «caminhos que violam a cidadania, o respeito pelo outro, a honestidade e deixa-se vencer pela raiva, pela ganância, pelo egoísmo, pela corrução. O desporto deveria ser, pelo contrário, uma celebração, uma tradição que passa de geração em geração, um momento em que os cidadãos podem esquecer todas as suas preocupações diárias, todas as suas frustrações, um momento em que todos se unem em busca de algo comum: a felicidade, o prazer.

 

“Ética” é procurar o melhor modo de viver, o melhor estilo de vida em sociedade, fazer a coisa certa mesmo sem ninguém estar a ver. “Ética” é o espelho daquilo que nós somos. A “Ética” apenas pode ser «vestida» por aqueles que têm capacidade de compreendê-la e senti-la.

 

Ana Catarina Oliveira Relvas.

 

 

Homo sapiente

 

Na história da humanidade, o desporto nasce antes de ser reconhecido como desporto. O extremo esforço físico usado pelos nossos antepassados para que a sua subsistência não fosse ameaçada, certamente lhes dava "hoje" a aptidão física que um atleta dos nossos tempos necessita para competir. Os nossos antepassados pré-históricos, se não usassem da aptidão física e mental que o nosso corpo humano pode alcançar até a usufruir, hoje, nós homens modernos, não estaríamos aqui. A sua estrutura física e intelectual foi modificada evolutivamente mediante a sua necessidade...

 

Hoje, modificamos a nossa estrutura física por vaidade, usamos a nossa cultura desportiva para competir, ou para o nosso próprio bem-estar - o que é beneficamente válido. Antes, essa cultura desportiva indecifrável para os demais daquela época, era usada para a sua própria subsistência. Hoje a história é outra, mais "evoluídos", não caçamos por necessidade, mas sim por desporto. Hoje, mais elaborados e estudiosos, procuramos no pensamento científico a forma mais adequada fisiologicamente de elevar o atleta de competição ao auge na sua performance. Somos seres limitados e somos peritos em ultrapassar limites. Evoluímos na ciência humana, no conforto, na tecnologia, na medicina, mas também "evoluímos" na decadência ética e moral, evoluímos na forma do "fazer" e regredimos no conteúdo do "ser".

Somos menos prestáveis e mais egocêntricos, somos menos cooperantes e mais ambiciosos, somos mais individualistas e menos altruístas, enfim, somos solitariamente sociais. De certeza que absorveríamos grandes lições se pudéssemos regredir no tempo e ver em 12mão o ritual ético existente em povos pré-históricos, a entre ajuda é uma mais-valia necessária para o bem comum de todos. É importante compreendermos que somos seres influenciáveis e influenciamos, uma boa atitude na vida ou no desporto gera boas atitudes, mas uma má atitude também faz o seu trabalho, é crucial - senão vital - que os agentes desportivos sejam exemplos de ética. É bom sermos pessoas importantes, mas é mais importante sermos pessoas boas.

 

Apitos azulados, vouchers, emails, corrupção, ou tráfico de influências, são "cabeçalhos" que não devem nunca representar as grandes instituições desportivas. Tudo isso danifica a concessão psíquica de milhões de pessoas, deturpando a essência desportiva, já não interessa como se vence, só interessa vencer e isso não devia ser propriamente assim, pois 1% de desonestidade anula 99% de honestidade. Não ultrapassemos limites éticos estabelecidos pela razão humana, a evolução trouxe um maior entendimento ético, mas também nos trouxe mais condições para o asfixiar. Uma mente que tem apreço pela ética na vida e no desporto renova o seu meio ambiente (tenhamos mais valor do que preço). Vamos ser diferentes na diferença, vamos ser conquistadores dentro da conquista! O adversário não é nosso inimigo nem nossa oposição, é sim o elo de ligação que põe à prova todo o nosso trabalho enquanto atleta, pessoa, humano. Vamos valorizar-nos uns aos outros e, mesmo na derrota, seremos invencíveis.

Hugo Teixeira

Ler Mais
Comentários (0)

Últimas Notícias

ATENÇÃO: Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais