Comissão Transitória não reconhece legitimidade da Comissão Fiscalizadora

Sporting 13-06-2018 14:50
Por Redação

Elsa Judas, presidente da Comissão Transitória da Mesa de Assembleia Geral, não reconhece legitimidade à comissão fiscalizadora que suspendeu o Conselho Diretivo, liderado por Bruno de Carvalho.


«Esta comissão é ilegítima, bem como as supostas soluções que apresentou são ilegítimas. A única coisa que querem fazer é afastar este presidente e então aproveitaram para o suspender no âmbito de um processo disciplinar que se sabe muito bem de onde surgiu, ou como», explicou Elsa Judas.


A presidente da Comissão Transitória aproveitou também para explicar a legitimidade do órgão a que preside.


«Havendo a demissão de um órgão os estatutos falam em duas hipóteses: Assembleia Eleitoral ou Comissão Transitória. A mesa demissionária não quis convocar eleições, logo o Conselho Diretivo só tinha uma possibilidade prevista nos estatutos, que era nomear uma Comissão Transitória», atirou.


Confrontada com uma eventual impugnação da Assembleia-Geral de dia 17 de junho, Elsa Judas mostrou-se confiante que os membros da antiga Mesa da Assembleia-Geral não vão retirar a voz aos sócios.


«Não me passa pela cabeça que as decisões que os sócios vão tomar no dia 17 de junho, na Assembleia-Geral não sejam respeitadas por quem usa a bandeira de que o clube tem de ser devolvido aos sócios», disse.


Questionada sobre a ausência de Bruno de Carvalho na conferência de imprensa, Elsa Judas justificou a ausência com o facto o assunto em questão estar relacionado com a Comissão Transitória.


«As pessoas que têm de estar aqui, são as pessoas que estão mais aptas a responder a este tipo de questões. Bruno de Carvalho não tem medo, até porque ninguém pode entrar aqui com a polícia e retirar o presidente em função, legitimado pelos sócios, sem uma decisão legimitada pelos tribunais», explicou.


Sobre um eventual cenário de eleições no Sporting, a presidente da Comissão Transitória da Mesa de Assembleia-Geral foi perentória.


«Não há interesse em eleições. Já toda a gente percebeu que Bruno de Carvalho está a fazer um bom trabalho e que fosse a eleições ganhava», concluiu.


Bernardo Trindade Barros esclareceu que a Comissão Transitória está a tentar defender o interesse dos sócios, rejeitando um suposto interesse pessoal na defesa de Bruno de Carvalho.


«Não estamos contra os membros da antiga Mesa da Assembleia-Geral, ou a favor de interesses pessoais do Conselho Diretivo. Estamos apenas a tentar defender os interesses dos sócios e assegurar o normal exercício de funções», concluiu o membro da Comissão Transitória.

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