Sem surpresas, infelizmente (artigo de Aníbal Styliano, 46)

Espaço Universidade 28-01-2018 13:47
Por Aníbal Styliano
O nosso fantástico poeta/cientista escreveu sobre o sonho e a bola que “o mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança”.

A beleza da simplicidade profunda, da observação atenta, do conhecimento e da sabedoria com pinceladas de arte geniais, está ao alcance dos que abrem caminhos para descobertas imparáveis e necessárias.
Basta lê-los e aprender com quem sabe.
Quando falam/escrevem abre-se um mundo sempre novo, sedutor e desafiante.
Os que têm a ilusão do poder, do fugaz e do episódico protagonismo, não são surpresas, são mesmo uma desagradável certeza, mesmo que meteórica.
Analisemos algumas situações muito recentes:
1. “A arbitragem está na Federação e foi ela quem decidiu avançar para o VAR. Nessa altura, teve de tomar uma decisão: ou produzia os jogos ela própria, ou entregava a operadores externos. Escolheu a segunda via. Isso faz com que, em certos jogos, haja quatro câmaras e noutros doze, de acordo com o interesse do operador, que também escolhe os planos segundo os seus critérios. A verdade desportiva é posta em causa” (…) … “a final-four da Liga continuará em Baga, até 2020”. (in O JOGO 27.01.2018)
- O Presidente da Liga, afirma que está em causa a “verdade desportiva” e que a responsabilidade das diferenças de condições (para nós uma subversão porque não idênticas para todos os clubes) é da FPF.
- Será que a Liga tem vontade de “criar” mais um “Estádio Nacional” do género do que já existe em Oeiras, mas neste caso para o “Vencedor de Inverno”? Curiosamente, ao arrepio da forte tendência de descentralização do atual Presidente da República!
- Terá sido conquistada essa atribuição prolongada pelo esforço de liderança do G15-3? E até lá, as outras regiões e autarcas do país, aguardam serenamente?
2. Numa recente cerimónia de lançamento de um livro sobre o universo do futebol, o Secretário de Estado do Desporto, a propósito de um episódio que a Comunicação Social, classificou como de eventual manifestação racista de um jogador de futebol, afirmou: “Violência, exclusão, racismo ou valores que nada têm que ver com o desporto, só posso condenar, criticar e trabalhar para a sua erradicação. ” (in O JOGO 27.01.2018)
- E que tal agir com medidas urgentes, competentes, frontais, sem inação permanente, nem deixar dúvidas e com consequências efetivas?
- Na mesmo sequência, assim como o CD da FPF puniu um clube da segunda Liga com multa por lançamento de pedras, após um importante jogo para o futuro dessas equipas (mesmo que o clube multado enjeite essa responsabilidade), não deveria o mesmo CD agir célere e com a penalização adequada para punir insultos diretos de jogador a um árbitro e provocações de teor racista a um adversário, inclusive ambas as situações transmitidas em direto, via estações televisivas?
Há sempre quem, até em nome da ciência, desvalorize a competição, quem prefira limitar os horizontes que não os seus, libertando responsabilidades e fundos para eventuais benefícios de prováveis grupos de pressão, funcionando com a distribuição de verbas avultadas das “cativações” efetuadas no universo do desporto e concretamente no futebol.
Para terminar saúdo o vencedor e o finalista vencido da Taça da Liga (perder nas grandes penalidades são sempre “acasos”…).
Saúdo as investigações oficiais e a sua divulgação pública, inclusive ao Ministro das Finanças e à sua relação com o futebol, pois só com transparência se prestigiam inocentes e se penalizam infratores.
Que agradável seria, como no sonho de que falou António Gedeão/Rómulo de Carvalho, naquele poema de eleição – Pedra Filosofal – excecionalmente musicado e cantado por Manuel Freire, que as surpresas, os sonhos e os objetivos tivessem maior dimensão e prestígio!
Até lá, procurem ouvir essa canção.

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