Na Força do Otimismo … uma Chama para o Sucesso (2.ª parte, artigo de José Neto)

Espaço Universidade 23-01-2018 16:34
Na continuidade da matéria correspondente ao tema supra indicado e anteriormente publicado, passo como complemento do mesmo a enunciar os demais elementos como fontes para o sucesso, lembrando que o primeiro tema descrito e comentado foi a motivação e respetivas estratégias operacionais para aumentar os níveis motivacionais.

Sendo assim, referimos como consequência os estados da auto confiança, exemplificando o estado da coragem como capacidade para enfrentar as adversidades, vencendo o medo e citando Emile Zola (1885): “as dificuldades são como as montanhas, só se superam quando avançamos sobre elas”.

No sentido de ver aumentados os estados de auto confiança, nada melhor para promover o sucesso do que o exercício das competências que o levaram a obter, sabendo porém que não sendo fácil adquirir o sucesso, mais difícil se torna mantê-lo, devendo constar que a recompensa dum trabalho bem feito, está na oportunidade de o repetir e/ou porventura melhorar, pois como já o referimos, gerir comportamentos após os êxitos conseguidos, torna-se mais difícil que gerir frustrações após os fracassos obtidos.

Outra das estratégias referidas para aumentar os níveis de auto confiança, focou-se na grande capacidade de se auto observar e de readquirir as imagens e pensamentos que originaram os estados de êxito, remetendo para o peso da persuasão verbal, usando a expressão – tu és capaz – se tal já aconteceu, quando para tal foi chamado.

Por último, foi enquadrado um desenvolvimento de inventário pessoal de auto confiança, movido por um discurso interno avassalador e acompanhado pelas situações experienciadas, acabando por ser um instrumento de grande eficácia nesta tão importante tarefa que o sucesso recomenda, e o dever de execução lhe assiste.

Um outro tema tratado e que foi objeto de suporte ou fonte para o sucesso teve a ver com capítulo da liderança, caraterizando o líder como: guia, conselheiro, disciplinador, motivador, gestor de recursos e estratégias, sendo tratados de forma específica cada um dos estilos de maior evidencia no estatuto desportivo. Destacou-se o estilo autocrático, pela elevada exigência dos padrões de comportamento, tendo como nota de realce o facto de nalguns casos ver diminuída a motivação dos colaboradores.

Também se enunciou o estilo do visionário, pela gestão de ressonância quando é bem utilizado. Com a aplicação deste tipo de estilo, o líder compartilha visões e sonhos, aumentando o empenhamento do grupo por si liderado.
Ainda o estilo relacional, tendo como efeito o elemento positivo, nas resoluções de conflitos, criando harmonia na equipa e franca melhoria nos relacionamentos.

O estilo dirigista que poderá levar a resistências na sua utilização, nos casos de existirem colaboradores problemáticos.

Finalmente foi evidenciado o estilo democrático pela possibilidade da permissão de maior adesão, ou bom senso pela abertura à participação, responsabilização e criatividade de toda uma estrutura colocada em confronto.
Concluímos que o bom líder será sempre aquele que consegue dominar o maior número de estilos e adapta-lo de acordo com as circunstâncias existentes, sabendo partilhar responsabilidades, dividindo com os seus colaboradores as decisões a tomar, criando um clima de confiança que permitirá a otimização da performance lhe estará subjacente.

O líder vencedor será sempre aquele que usa a persistência, humildade e perseverança. É capaz de transpirar rigor e usar a disciplina e aproveitando a energia e a força do grupo que lidera. Não usa as desculpas para esconder as fraquezas, nem os lamentos para afagar as ideias e por fim é capaz de reunir em cada gota de suor paixão, rebeldia, consciência e razão.

Uma outra das fontes anotadas por ser considerada fundamental para a obtenção do sucesso, remete-nos para uma boa dinâmica comunicacional (verbal e não verbal), para a validação das competências.

Referimos que o entusiasmo colocado na resolução de um problema, reforça a confiança e é motivador para novos êxitos.

Anotamos os fundamentos duma comunicação, tendo como exemplo o contacto visual, a linguagem de atendimento, as qualidades vocais e a concentração na mensagem.

No referente à qualificação das mensagens, foram ressalvados alguns aspetos, em que devem ser as mesmas diretas, claras, e sem duplo significado, afirmando claramente os sentimentos e necessidades, distinguindo os factos das opiniões, fornecendo algum apoio e devendo estar sintonizadas com a formulação de objetivos, sabendo que, sendo estes específicos, desafiadores, mas realistas produzem melhor rendimento.

Não foram deixadas em claro algumas recomendações práticas para um bom processo comunicacional, tendo para isso referido que os problemas jamais devem ser ignorados na esperança que o tempo os faça desaparecer; não prometer o que não possa cumprir; tentar o equilíbrio entre o elogio e a crítica; evitar sempre a discussão, especialmente caso se encontre emocionalmente descontrolado; utilizar o humor e boa disposição abrangente; promover o debate onde se possa comentar as situações do êxito e por fim o apelo para o desenvolvimento dos afetos que possam gerar uma forte identidade coletiva.
Por último e como fonte finalmente explorada para o sucesso, foi apresentada a coesão como um processo dinâmico, cuja tendência implica uma união na perseguição dos objetivos. Como exemplos para o exercício duma dinâmica de grupo, foram anotados: a avaliação de recursos existentes, propostas de estratégias responsavelmente assumidas e a participação perante um quadro de exigências atribucionais a eliminar como erro, ou aplaudir como prémio.
A convicção do êxito e crença para a excelência, também tem a ver com o estado de alma e o espírito de crença que impera no grupo, pelo qual acabará por promover uma forma demolidora de intencionalidade energética, onde também se opera e alimenta o sucesso.

Encerro este tema com o grato reconhecimento ao F.C.Porto e à direção do Museu, pela possibilidade de fazer com que nesse dia ficasse para todos como uma marca, registada numa grata recordação.

Os objetivos foram plenamente conseguidos. Cultivamos a memória que repousa do passado, evidenciamos as convicções que vivem no presente e apontamos para o futuro … envoltos numa radiosa esperança!...

José Neto é Metodólogo de Treino Desportivo; Mestre em Psicologia Desportiva; Doutorado em Ciências do Desporto/Futebol; Formador de Treinadores F.P.F – U.E.F.A.; Docente Universitário
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