José Boto categórico: «Ir para Vitória? É impossível»

Vitória de Guimarães 11-07-2019 19:43
Por Pascoal Sousa

António Miguel Cardoso, candidato às eleições do Vitória Guimarães, anunciou o nome de José Boto como futuro diretor desportivo do clube, caso vença as eleições. Pelo peso do nome no universo mundial da prospeção (foi responsável máximo do departamento de scouting do Benfica durante 11 anos) o anúncio gerou enorme ruido nos vitorianos, mas o atual diretor do Scout do Shakhtar Donetsk coloca travão ao desejo do candidato da lista A.

 

«É verdade que o candidato falou comigo e fê-lo de uma forma bastante correta e construtiva. Agora, não é verdade que tenha aceitado o convite. Não há impossíveis no futebol, mas neste caso considero impossível ir», disse a A BOLA José Boto.

 

«É um facto que o candidato está a fazer muita força, uma pressão positiva, mas não passaram de conversas. Neste momento, por razões contratuais, este Shakhtar tem muito de meu. O clube ouviu-me em tudo, temos um compromisso sério com Luís Castro e Fernando Valente, treinador da equipa B, há uma Champions pela frente e uma cláusula que (mesmo supondo que aceitaria, e não é o caso) é elevada», expôs José Boto.

 

A cláusula de rescisão de José Boto é de 500 mil euros, sendo que o diretor do Scout do campeão ucraniano tem um salário anual ainda mais elevado.

 

«Para mim não seria desprestígio nenhum ir para o Vitória, bem pelo contrário. É clube com um grande potencial, uma massa adepta fantástica e que, tomando o rumo certo, poderá crescer ainda mais. Gostei da ideia dele, mas é uma situação impossível. Estamos a falar de projetos diferentes e salários completamente distintos. Transmiti tudo isto ao candidato», situou.

 

Por outro lado, o Shakhtar não está de todo recetivo a perder José Boto.

 

«Teria de ser uma decisão minha, mas isso não faria sentido porque, como disse, neste projeto o clube ouviu-me em tudo», reforçou.

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