«Não preciso de falar na minha história, eles sabem o que fazer»

Vitória de Setúbal 19-10-2019 15:33
Por Ana Soares

O Vitória vai este domingo até Oleiros, onde, no Estádio do Ventoso, vai defrontar o Águias do Moradal, do distrital. A visita à zona centro tem sido trabalhada há vários dias, desde a partida com o Covilhã (1-1), dia 5, a contar para a Taça da Liga. 

 

«A semana de trabalho foi preparada como as anteriores. Sabemos que o Vitória tem uma tradição, uma tradição forte, que somos favoritos na teoria e na prática temos de demonstrar isso. Os jogadores estão concentrados, vamos tentar entrar forte e a respeitar o adversário, mas assumindo que somos favoritos», referiu esta manhã Sandro Mendes na antevisão à partida. 

 

«A equipa está sempre motivada e quer sempre jogar. Demasiados treinos pode não ser bom... os jogadores gostam é de jogo. Tentámos arranjar jogos-treino, mas não é a mesma coisa. Queremos é jogos oficiais», referiu.

 

O estádio tem um campo sintético, com Sandro a não querer arranjar desculpas: «Quer queiramos, quer não, a bola não rola da mesma maneira, mas é o que nos tocou. Os jogadores do Moradal terão vontade, motivação, bons princípios de jogo, mas esperamos que o Vitória passe. Para isso temos de estar no nosso melhor.»

 

 

«Estar no Jamor é fantástico»

 

Sandro Mendes tem no seu currículo duas Taças de Portugal, mas não precisa de recordar a sua experiência aos jogadores: «Não falo da minha experiência – conto episódios, mas não concretamente em ter estado duas vezes na final. Mas eles sabem o trabalho que dá, sabem em que clube estão e o que representa. Sabem a tradição que o Vitória tem na Taça, não é preciso relembrar. Sabem o peso do clube. Nestes jogos de Taça tudo pode acontecer, porque eles vão ter moral no máximo. Como é que contrariamos isso? Estando no máximo também.»

 

Sendo assim, até onde pode ir o Vitória? «A ambição de todos é ir à final. Sabemos que não é fácil, se não estávamos lá todos os anos. Até onde podemos ir? Depende do sorteio, da nossa qualidade, mas se queremos? Queremos muito. A taça é festa, estar no Jamor é simplesmente fantástico. Muitos jogadores fizeram uma carreira inteira e nunca lá meteram os pés. Não é fácil», sorriu.

 

O treinador foi questionado relativamente a uma rotatividade no plantel. É certo que devido à presença na seleção nacional o guarda-redes Makaridze (Georgia) não viaja, sendo o mesmo válido para o argentino Mansilla; o defesa Jubal, que sentiu dores no jogo com o Covilhã, será poupado. «Vamos apresentar o nosso melhor onze. Atendendo ao calendário e às paragens longas, por mais que queiramos dar oportunidades, muitas vezes não é possível. Vamos tentar dar minutos e usar jogadores que nos são válidos e estão a precisar de aparecer. Sem grandes revoluções  - temos de ter seriedade e respeito pelo adversário».

 

Sandro foi convidado também a comentar a vitória do Alverca sobre o Sporting e se esse resultado (2-0) serviu de aviso.  «Não é a primeira vez que uma equipa de um escalão inferior elimina uma equipa de primeira liga nem há-de ser a última. Tenho de alertar os jogadores para que não nos aconteça a nós», disse.

 

A equipa partiu esta tarde para Proença a Nova, onde vai pernoitar. Dada a hora do jogo, 14 horas, a equipa terá de almoçar amanhã excepcionalmente cedo, antes das 11 horas, para ter tempo de fazer o percurso entre o hotel e o Estreito, onde fica o estádio do Ventoso. 

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