Em 2018 estendia-se por uma área de 22,9 milhões de quilómetros quadrados, este ano fica pelos 11 milhões, e é provável que não cresça mais.
Não se sabe a causa das alterações, mas também a forma do buraco é diferente este ano, com o seu característico Vórtex orientado para a América do Sul e não para o Pólo norte, como é habitual.
O ozono, que protege a Terra das perigosas radiações ultravioleta (UV), é um gás que se forma pela interação dessas radiações com a eletricidade na atmosfera.
Em 1987, um esforço internacional para combater a expansão do buraco na camada de ozono resultou na assinatura do protocolo de Montreal, que levou a restrições na produção de substâncias químicas que danificavam a camada de ozono.
Os resultados foram suficientemente bons para permitir acreditar que a meio do presente século a camada terá recuperado completamente.
Os cientistas monitorizam a situação em permanência, e foi a British Antarctic Survey (BAS) que deu origem às notícias surpreendentes.
O Vórtex tem origem na circulação de ventos extremamente frios por cima de uma zona onde não há, ao contrário do que acontece no Ártico, grandes acidentes de terreno que dificultem a sua circulação.
Desde os anos 70, quando os satélites começaram a transmitir imagens da zona, só houve uma alteração de nível comparável.
Foi em 2002, quando o Vórtex se separou em dois – mas o resultado real na altura foram dois buracos de ozono.
Desta vez isso não aconteceu, mas para os cientistas é igualmente essencial perceber o que se passou.