Buraco de ozono este ano é o mais pequeno em três décadas

Ciência 19-09-2019 22:20
Por Redação

Em 2018 estendia-se por uma área de 22,9 milhões de quilómetros quadrados, este ano fica pelos 11 milhões, e é provável que não cresça mais.

 

Não se sabe a causa das alterações, mas também a forma do buraco é diferente este ano, com o seu característico Vórtex orientado para a América do Sul e não para o Pólo norte, como é habitual.

 

O ozono, que protege a Terra das perigosas radiações ultravioleta (UV), é um gás que se forma pela interação dessas radiações com a eletricidade na atmosfera.

 

Em 1987, um esforço internacional para combater a expansão do buraco na camada de ozono resultou na assinatura do protocolo de Montreal, que levou a restrições na produção de substâncias químicas que danificavam a camada de ozono.

 

Os resultados foram suficientemente bons para permitir acreditar que a meio do presente século a camada terá recuperado completamente.

 

Os cientistas monitorizam a situação em permanência, e foi a British Antarctic Survey (BAS) que deu origem às notícias surpreendentes.

 

O Vórtex tem origem na circulação de ventos extremamente frios por cima de uma zona onde não há, ao contrário do que acontece no Ártico, grandes acidentes de terreno que dificultem a sua circulação.

 

Desde os anos 70, quando os satélites começaram a transmitir imagens da zona, só houve uma alteração de nível comparável.

 

Foi em 2002, quando o Vórtex se separou em dois – mas o resultado real na altura foram dois buracos de ozono.

 

Desta vez isso não aconteceu, mas para os cientistas é igualmente essencial perceber o que se passou.

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