Rui Pinto acusado de 147 crimes no caso Doyen

Justiça 19-09-2019 15:53
Por Redação

O Ministério Público deduziu acusação ao hacker Rui Pinto, segundo avançou a TVI24. O pirata informático está acusado de crimes como violação de correspondência, acesso ilegítimo e extorsão na forma tentada no chamado caso Doyen.

Rui Pinto, que é também suspeito de violar o sistema informático do Benfica, foi notificado da acusação na prisão onde está detido preventivamente, desde que foi extraditado da Hungria, a 22 de março, sendo que o Ministério Público pretende manter esta medida de coação.

O hacker, noticiou entretanto a CMTV, está acusado num total de 147 crimes, volume mais tarde confirmado pela Procuradoria-Geral da República no âmbito do inquérito chamado Cyberduna - 75 crimes de acesso ilegítimo, 1 crime de sabotagem informática, 70 crimes de violação de correspondência, sendo 7 destes agravados.

 

O comunicado da PGR refere que, «de acordo com a acusação, a partir do início do ano de 2015 e até 16 de janeiro de 2019, o principal arguido muniu-se de conhecimentos técnicos e de equipamentos adequados que lhe permitiram aceder, de forma não autorizada, a sistemas informáticos e a caixas de correio electrónico de terceiros».

 
«Para o efeito, instalou, nos seus equipamentos, diversos programas informáticos e ferramentas digitais que lhe permitiam, de forma dissimulada e anonimizada, entrar nos mencionados sistemas informáticos e caixas de correio de terceiros e daí retirar conteúdos».


«Em setembro de 2015, o arguido criou um sítio na internet denominado “Football Leaks” cujo conteúdo foi sendo alimentado com recurso a documentos obtidos através da já referida intromissão não autorizada em sistemas informáticos de diversas entidades nacionais e internacionais», refere a nota da PGR.

 

«Entre as entidades a cujos sistemas informáticos o arguido acedeu, de forma não autorizada e com vista a explorar tais sistemas e daí retirar informação que considerasse relevante, encontram-se o Sporting Clube de Portugal, a Federação Portuguesa de Futebol, a sociedade de advogados PLMJ e a Procuradoria-Geral da República, tendo obtido acesso a documentos destas entidades sujeitos a segredo de justiça, segredo profissional de advogado e segredo comercial, bem como a dados pessoais de terceiros», diz ainda.

 

«O principal arguido encontra-se em prisão preventiva, medida de coação que o Ministério Público entende ser de manter», sublinha-se.


Aníbal Pinto, à data dos factos advogado de Rui Pinto, foi também acusado do crime de extorsão na forma tentada e está com termo de identidade e residência.

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